Nunca foi tão fundamental os trabalhadores estarem mobilizados no 1º de Maio

Além dos golpistas que fazem do impeachment um atalho para o poder, existem setores que apostam no 'quanto pior melhor'. O governador Geraldo Alckmin é um deles. Dados do Caged (Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados) indicam que mais de 32 mil trabalhadores perderam seus empregos, durante o mês de março no Estado de São Paulo. O que o governador tem feito para mudar isso?

Brasília- DF- Brasil- 30/01/2015- O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin concede entrevista acompanhado dos ministros, Aloizio Mercadante e Izabela Teixeira, após reunião com a presidenta Dilma Rousseff (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília- DF- Brasil- 30/01/2015- O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin concede entrevista acompanhado dos ministros, Aloizio Mercadante e Izabela Teixeira, após reunião com a presidenta Dilma Rousseff (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Emidio de Souza)
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Patrimônio do país, os trabalhadores brasileiros quase não têm motivos para comemorar nesse 1º de Maio. Motivos para lutar já não faltam. Em 36 anos de militância política dentro do Partido dos Trabalhadores, jamais vivi um momento tão propicio para os trabalhadores estarem mobilizados e lutar pela manutenção de seus direitos.

Golpe parlamentar travestido de impeachment, esses ataques à democracia visam acabar com todas as conquistas que os trabalhadores tiveram nos últimos 13 anos. Com os golpistas, o aumento real do salário mínimo e a legislação que combate o trabalho escravo serão substituídos por precarização, terceirização, arrocho salarial e retirada de direitos.

Chegou a hora dos trabalhadores tomarem as ruas para deter o golpe e exigir mudanças na política econômica.

Além dos golpistas que fazem do impeachment um atalho para o poder, existem setores que apostam no 'quanto pior melhor'. O governador Geraldo Alckmin é um deles. Dados do Caged (Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados) indicam que mais de 32 mil trabalhadores perderam seus empregos, durante o mês de março no Estado de São Paulo. O que o governador tem feito para mudar isso?

Agora não é hora de análises conjunturais. É rua, é rua e é rua. A luta não está encerrada. O jogo está em andamento e vamos vencer.

No domingo, 1º de Maio de 2016, estarei com todos os trabalhadores, militantes petistas, militantes de movimentos sociais e sindicalistas, no Vale do Anhangabaú, para barrar o golpe e lutar pela democracia e mais direitos.

*Emidio de Souza é presidente estadual PT-SP e ex-prefeito de Osasco

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