O antipetismo é um risco à democracia

Os ataques de Ciro Gomes nada se diferem da chamada despetização proposta e executada pelo governo bolsonariano. Aliás, para quem falava que era contra o aparelhamento do Estado, Jair Bolsonaro parece ter mudado de opinião

O antipetismo é um risco à democracia
O antipetismo é um risco à democracia (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Duas primeiras semanas de governo Bolsonaro, inimaginável, estamos aqui, vivendo esse pesadelo.

Mas parece que ainda não aprendemos!

Apesar de toda a confusão, desencontros e vexames, rotineiros desse governo, eles  estão aí, se articulando, negociando e pagando os favores recebidos durante a campanha.

O ataque das fake news, ainda continua. Motor principal da manipulação tecnológica, através  das redes sociais, elas ainda continuam a exercer função .

Agora, assumem a função  de desviar o foco. Sim, notícias caluniosas, como o massacre de índios entopem as redes sociais, fazendo com que percamos o foco daquilo que realmente é  importante.

Não que denunciar abusos, atrocidades contra minorias, indígenas, quilombolas, também  não seja o foco, mas devemos, antes de tudo averiguar.

A proposta desses novos ataques de fake news é  justamente essa , nos fazer perder tempo e depois desmentir. Fazer com que percamos a credibilidade perante a população.

Uma outra preocupação  que devemos ficar atentos é  em relação a articulação, e agora, falo de um bloco de  oposição consolidado.

Um bloco que perceba a importância em estar distante de egos , tendo a consciência que em tempos de democracia este é  o momento mais delicado e ameaçador que vivemos em mais de 30 anos no âmbito político.

Os ataques de Ciro Gomes nada se diferem  da chamada despetização proposta e executada pelo governo bolsonariano. Aliás, para quem falava que era contra o aparelhamento do Estado, Jair Bolsonaro  parece ter mudado de opinião.

É inegável que o antipetismo foi o vencedor das eleições de 2018. O povo manipulado se agarrou a esse sentimento  como alguém se agarra a uma bola de ferro e se joga no mar sem soltá-la.

Para Ciro Gomes, cultivar o antipetismo talvez seja a única solução de se manter presente, ou seja, seguindo os padrões de receita da direita e extrema direita. Sua principal fala pelos próximos 4 anos, ao que tudo indica, seja:

“A culpa é  do PT”.

Sua preocupação  está mais voltada a extinguir o PT do que de fato, unir e somar forças.  O pós-PT seria a nova era nos padrões “cristãos”?

Agora, como reagir a isso tudo sem deixar dissolver a resistência?

A frente pela continuidade da democracia deve ser única e sólida, hoje o principal opositor do povo e da própria democracia está no poder e somando forças para sua manutenção.

PSL, DEM e MDB já  se mostram familiarizados. O cenário,  é de atenção, tempo para mágoas ou qualquer outro sentimento de desgosto, nesse momento, é  auto declarar se egoísta.

O bloco precisa estar coeso, pelo bem do povo e da democracia.

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