O brado por independência deve ecoar por aqui também

O Brasil, hoje, caído sangra direitos e soberania. Contamos que este levante de seus vizinhos, como a Argentina, Bolívia e Chile acordem este gigante entorpecido. O brado por independência deve ecoar por aqui também!

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O dia 26 de outubro de 2020 trouxe um novo capítulo para a história do Chile. Por anos seu povo viveu sob o terror da ditadura de Augusto Pinochet que com mãos de ferro, perseguições e o uso de muita violência estabeleceu seu regime de 1973 a 1990.

Esse regime autoritário foi iniciado a partir do golpe militar de 11 de setembro de 1973, o qual derrubou o presidente constitucionalmente eleito, Salvador Allende.

Allende tinha como proposta um governo socialista o que desagradou as elites econômicas chilenas – em geral, da direita – e, principalmente, as grandes corporações e grupos estrangeiros, que viram seus interesses serem contrariados pelo novo presidente chileno. A partir disso, o governo de Allende passou a sofrer grande pressão desses dois grupos.

Augusto Pinochet, não somente realizou perseguições internas e criminalizou toda e qualquer oposição ao seu regime, mas atendeu ao apetite neoliberal, promovendo privatizações, redução de gastos públicos e programas sociais, afunilando as possibilidades das classes mais empobrecidas de se desenvolverem. A cartada nesse caso foi através da privatização do ensino superior gerando assim forte desigualdade social e econômica, promovendo dessa forma a pobreza e a miséria. Este período ironicamente ficou conhecido como o milagre econômico chileno.

Ora, fazendo uma pequena pausa aqui para uma breve reflexão, vamos observar que estes mecanismos de esmagamento de direitos em muito se comparam a algumas medidas tomadas aqui no Brasil pós golpe. Tomemos como forte exemplo a redução de gastos públicos no Chile, que aqui, no Brasil lê-se como teto de gastos.

A política econômica desse período teve a influência de um grupo de jovens economistas chilenos, os quais haviam estudado em Chicago, nos Estados Unidos, e ficaram conhecidos como “Chicago Boys”.

Esta tentativa de infiltrar traidores doutrinados em solo de países latino-americanos, como podemos observar é uma tática viciada norte-americana e praticada até os dias de hoje. Quando lembramos da Venezuela, no caso de Juan Guaidó que promoveu protestos violentos ao lado de seus seguidores, pedindo a intervenção estrangeira contra sua pátria e tentou estabelecer um governo paralelo para derrubar o governo constitucional da Venezuela; apoiado pelos EUA. Ainda, infelizmente, temos aqui o caso do Brasil em 2016 um golpe que contou com a manipulação em massa dirigida por meios de comunicação e mentiras derramadas nas redes sociais, além, é claro de julgamentos arranjados e a participação de traidores esculpidos aos moldes de colonizadores norte-americanos.

O Brasil, hoje, caído sangra direitos e soberania. Contamos que este levante de seus vizinhos, como a Argentina, Bolívia e Chile acordem este gigante entorpecido.

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