O Brasil foi trocado

O Brasil da esperança, da soberania, da justiça social, sem fome e desenvolvido, foi trocado pelo Brasil da mentira, do ódio, do autoritarismo, da submissão ao mercado financeiro e, finalmente, o da fome

O Brasil foi trocado
O Brasil foi trocado

O Brasil vive uma distopia política, econômica e social, enquanto faz um ano que o maior líder popular da história deste País está sequestrado nas dependências da Polícia Federal, em Curitiba, cumprindo uma pena de um crime que não cometeu. Ele foi colocado lá única e exclusivamente para não vencer as eleições de 2018, como indicavam as pesquisas, já em abril. Seu processo kafkiano só foi possível graças a um consórcio entre parte dos três poderes, do Ministério Público e da imprensa hegemônica, que é o braço político do mercado financeiro. A sentença de Lula é uma peça jurídica que vai se tornar material de estudo como um dos maiores embustes já produzidos pelo Judiciário brasileiro. Ela é eivada de absurdos como, ato indeterminado, cometidos por Lula quando já não estava na Presidência e delações premiadas sem provas, arrancadas de acordos inconfessáveis e nada republicanos, de gente desesperada para sair da cadeia.

Com Lula preso e por meio de uma campanha infame, toda ela feita com mentiras e disparos aos milhares, feitos por robôs, o Brasil teve o presidente que mais e melhor projetou o Brasil internacionalmente, que construiu relações multilaterais e o conduziram da 16ª para a 6ª economia mundial. O trocou por um submisso ao eixo EUA-Israel que, em 100 dias, está destruindo acordos comerciais que levaram décadas para serem construídos e está prestes, sob as ordens de Trump, a entrar em uma aventura bélica que não é do Brasil e que só vai trazer prejuízos à nação. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva construiu 18 universidades, 214 de institutos federais e colocou mais de cinco milhões de filhos de pobres nas universidades. Parte do Brasil o trocou por um que quer negar a história nos livros didáticos, cujo ministro estrangeiro disse que os bancos universitários devem ser reservados para uma elite, e não para qualquer um.

A exitosa campanha da mentira e do ódio fez os brasileiros trocarem o presidente que tirou 40 milhões da pobreza e da miséria e tirou o Brasil do Mapa da Fome, por um cuja inação e os projetos de lesa-pátria estão aumentando a miséria no País. Lula, durante sua campanha, em 2002, disse que criaria 10 milhões de empregos. Em 2011, ao fim de seus dois mandatos, ele havia criado 15,384 milhões de empregos formais, com os mesmos direitos trabalhistas suprimidos pela reforma, apoiada e aprofundada por Bolsonaro. O Bolsa Família, chamado de bolsa esmola pelo atual presidente, atendeu, durante os governos Lula, 46 milhões de brasileiros ao custo de 0,4% do PIB. A cada R$ 1,00 investido no BF, R$ 1,78, volta para a composição do PIB que, durante os governos Lula cresceu cerca de 4%.

Lula estabeleceu uma política que valorizou o salário mínimo em mais de 80% e fez cair pela metade o custo da cesta básica. Os brasileiros o trocaram por um presidente que vai reajustar o salário mínimo apenas pela inflação e pretende desvincular a valorização das aposentadorias pelo salário mínimo. Lula robusteceu a Previdência com a política de criação de empregos e de programas sociais de transferência de renda. Em 2011, foram concedidos quase 35 milhões de benefícios diretos, que alcançam mais dois beneficiários indiretos, que passam de 100 milhões de pessoas. Segundo o IBGE, sem os benefícios pagos pela seguridade, 70% dos idosos estariam abaixo da linha de pobreza. Em 2011, encontravam-se nessa situação, 10% dessa população.

Agora, os mais de 70% dos brasileiros se veem às voltas com um presidente que apresentou uma reforma da Previdência que vai destruir a Seguridade Social e aumentar a miséria. O presidente mito mente. Provado pela CPI, no Senado, ela é superavitária em dezenas de bilhões de reais. Bolsonaro pretende dar aos bancos, R$ 1 trilhão para eles se apossarem da Previdência e vender plano de previdência privada. Desse valor, cerca de R$ 800 bilhões serão pagos por quem a renda varia entre um e três salários mínimos. O pagamento é trabalhando por mais tempo. As mulheres, que já trabalham setes horas a mais que os homens, por semana, terão de trabalhar mais 14 anos para se apresentarem. O governo que veio para cortar privilégios não apenas os mantém como os amplia. Bolsonaro apresentou uma proposta de reforma Previdenciária para os militares dizendo que economizaria R$ 97,3 bilhões. Porém os aumentos salariais que a caserna vai receber custarão R$ 86,8 bilhões.

Lula promoveu a paz na América Latina, contribuiu para as negociações de paz, entre EUA e Irã, recebeu um sem número de títulos honoris causa, de diversas universidades do mundo, foi visitado em seu cárcere por autoridades mundiais e, ontem, foi reverenciado em diversos países que pedem a sua justa liberdade. A ignorância, alimentada de ódio, fez os brasileiros o trocarem por um presidente que se orgulha de defender torturadores que se compraziam em introduzir ratos na vagina das mulheres supliciadas no período histórico que ele pretende apagar e de elogiar ditador que estuprava quatro adolescentes, por mês. O Brasil da esperança, da soberania, da justiça social, sem fome e desenvolvido, foi trocado pelo Brasil da mentira, do ódio, do autoritarismo, da submissão ao mercado financeiro e, finalmente, o da fome.

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