O Brasil-Panem: flechadas perdidas

No momento em que o furacão Irma varre cidades do Caribe e dos EUA, o glorioso em Panem-Brasil é a destruição dos índios, dos mendigos, dos favelados, dos usuários de drogas, das mulheres, dos trabalhadores e da moral de um povo que luta alhures, sem perceber que o alvo é a CAPITAL, e não eles mesmos

No momento em que o furacão Irma varre cidades do Caribe e dos EUA, o glorioso em Panem-Brasil é a destruição dos índios, dos mendigos, dos favelados, dos usuários de drogas, das mulheres, dos trabalhadores e da moral de um povo que luta alhures, sem perceber que o alvo é a CAPITAL, e não eles mesmos
No momento em que o furacão Irma varre cidades do Caribe e dos EUA, o glorioso em Panem-Brasil é a destruição dos índios, dos mendigos, dos favelados, dos usuários de drogas, das mulheres, dos trabalhadores e da moral de um povo que luta alhures, sem perceber que o alvo é a CAPITAL, e não eles mesmos (Foto: Cássio Vilela Prado)

O Brasil atual, sob o slogan temeriano “uma ponte para o futuro”, caiu na mais completa derrisão, próximo que está à distopia da ficção científica de Suzanne Collins, adaptado ao cinema no filme “Jogos Vorazes”: “acontece em um futuro distante em um país batizado de Panem (provavelmente uma alusão à célebre frase de Nero: panem et circenses; “pão e circo”), que seria o que sobrou da América do Norte”[1].

O que soçobrou do Brasil pós-Golpe de 16, cuja Brasília/Curitiba é a “CAPITAL” - nome do centro do comando e a capital de Panem -  do novo Brasil/Panem, governando agora a nova pátria brasileira subdividida em distritos sociopolíticos, ao invés de doze como no filme, foi reduzida a apenas dois: Distrito Rico e Distrito Pobre; sendo que o primeiro é aliado e mandarim da Panem tupiniquim, constituído por uma fração ínfima da população como os rentistas burgueses e os remanescentes patrões coloniais PMDB-PSBD e afins, vociferantes e lacaios sob as insígnias Bolsonaro, Dória e demais esbirros.

Os segundos, a maioria da população panêmica, tentam sobreviver à voracidade da jogatina sanguinária implantada perversamente pelos primeiros, embora nesse Distrito Pobre o que se vê, palocciamente, são traidores rendidos às sevícias da “CAPITAL” torturadora curitibana.

O novo Brasil pós-fraude de 16, vorazmente dito Panem, insurgiu-se das/nas malhas midiáticas do reality-show político, comandado pelas Organizações Globo, o chefe-mor da organização midiática criminosa PIG (Partido da Imprensa Golpista), velha conhecida e aliada dos governos militares e da Casa Grande.

Depois de incitar a população menos esclarecida a golpear a Democracia com a deposição da Presidenta Dilma, agora a sua missão alienadora pós-mentira é inviabilizar a candidatura Lula e os significantes que o represente, preferência nacional para ser o presidente em 2018, conforme todas as pesquisas de opinião atuais. Portanto, claramente se vê que o “jornalismo de porta de cadeia” PIG, capitaneado pela Rede Globo, é totalmente contra a maioria do povo brasileiro, ou melhor, contra a maioria da população de Panem, pois ela tem “pacto de sangue” com a CAPITAL aliada ao Distrito dos Ricos.

Nas ruas e nas redes sociais se digladiam, de forma voraz, os “tributos” – [os brasileiros de Panem] “são chamados de ‘tributos’, porque a Capital os coloca como símbolo do sacrifício que cada distrito deve fazer em nome da ‘paz’[2]” -, contudo, sem a menor noção do que realmente está acontecendo, pois erram acintosamente o alvo. Não lutam contra o sistema CAPITAL implantado em Panem, mas se automutilam entre si mesmos, num jogo do qual se regozijam os seus velhos mandarins capitalísticos em seus camarotes aveludados.

Enquanto isso, a terra Panem-Brasil é devastada no seu corpo e nos seus símbolos, junto com a morte cotidiana dos “tributos” (o povo) e de suas instituições: justiça, saúde, educação, cultura...

No momento em que o furacão Irma varre cidades do Caribe e dos EUA, o glorioso em Panem-Brasil é a destruição dos índios, dos mendigos, dos favelados, dos usuários de drogas, das mulheres, dos trabalhadores e da moral de um povo que luta alhures, sem perceber que o alvo é a CAPITAL, e não eles mesmos.

Nero (panem et circenses) será o destino eterno do Brasil-Panem?

Contudo, ainda há uma possibilidade: “JOGOS VORAZES: A ESPERANÇA - O FINAL”: “Ainda se recuperando do choque de ver Peeta (Josh Hutcherson) contra si, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) é enviada ao Distrito 2 pela presidente Coin (Julianne Moore). Lá ela ajuda a convencer os moradores locais a se rebelarem contra a Capital. Com todos os distritos unidos, tem início o ataque decisivo contra o presidente Snow (Donald Sutherland)”[3].

E então, “tributos” do Brasil-Panem?

Pão e circo ou “flechadas mortais” na CAPITAL de Panem?



[1] Sinopse do filme Jogos Vorazes (The Hunger Games): Por Redação - 9 de maio de 2012:

http://vidacrista.org.br/sinopse-do-filme-jogos-vorazes-the-hunger-games/

[2] Idem.

[3] Jogos Vorazes: A esperança – o Final:

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-204925/

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