O Brasil protagonista virou uma insignificância do tamanho da estatura política de Temer

Temer conseguiu destruir até a política externa brasileira, afinal, quem quer aparecer ao lado de um corrupto?

Presidente Michel Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. 5/06/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente Michel Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. 5/06/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Eric Nepomuceno)

(originalmente publicado no Nocaute)

Há poucos dias houve aqui na Argentina a reunião do Mercosul em Mendoza. E Michel Temer, o ilegítimo, assume a Presidência pro tempore, quer dizer, temporária do Mercosul. Eu acho que foi a única coisa da política externa do Temer que merece registro.

Mas não por causa dele, por causa das regras do Mercosul. Eu fico pasmo com a insignificância que o Brasil virou no cenário global. Eu estou há quase um mês aqui em Buenos Aires, a única notícia em todos os jornais, todos os canais de televisão, todas as análises dos meios de comunicação se referem à corrupção e à fragilidade do governo Temer.

Entre as tantas coisas que esse governo destrói e continua destruindo no Brasil, uma é essa.

O Brasil, Fernando Henrique mais ou menos, mas, com o Lula, disparado tinha alcançado um protagonismo no cenário global compatível com sua extensão, sua população, seu peso econômico, sua influência política regional. Isso tudo acabou, é uma tragédia.

Aquela imagem patética do Temer naquela reunião do G-20 na Alemanha, zanzando pra lá e pra cá que nem barata tonta no salão e sendo ostensivamente evitado porque, afinal, quem quer aparecer do lado de um corrupto?

Do único presidente da história da República brasileira que está sendo acusado de corrupção no exercício do mandato, essa é mais uma das coisas que eles destruíram: o Brasil protagonista virou uma insignificância do tamanho da estatura política, ética e moral de Michel Temer.

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