O centrão de Alckmin

Esse agrupamento de fisiologistas que se auto-denomina Centrão, em eras não muito distantes se abraçou aos encantos de Eduardo Cunha para promover a farsa do impeachment e muitos deles seguem montados na garupa do cavalo de Temer

O centrão de Alckmin
O centrão de Alckmin (Foto: Secom)

Com toda cobertura midiática a que sempre teve direito, o tucano Geraldo Alckmin lançou sua candidatura a presidente respaldada na força de 10 partidos.
 
Esse agrupamento de fisiologistas que se auto-denomina Centrão, em eras não muito distantes se abraçou aos encantos de Eduardo Cunha para promover a farsa do impeachment e muitos deles seguem montados na garupa do cavalo de Temer. 

No comando central deste Centrão, o onipresente PSDB, que nasceu centro-esquerda, pegou um voo nas asas do poder e foi aterrissar no aeroporto da centro-direita, atracado com o direitismo do DEM. Partido com  o pedigree fincado lá na velha ARENA, aquela que sustentou durante vinte e um anos a ditadura militar.
 
Já o PPS, saiu do esquerdismo comunista para atender todo estalar de dedos dos tucanos paulistas. 

Os três partidos durante o principado do sociólogo, passearam com desenvoltura no calçadão do neoliberalismo  e ajudaram a aprofundar o fosso social que separa uma minoria privilegiada da galera que sofre espremida na base da pirâmide.

E desde quando o militante da conservadora OPUS DEI, que sempre jogou na direita do time do PSDB é de Centro?

Observe-se ainda que, no Brasil ninguém que ser tatuado com a imagem da direita e esta história de Centrão serve também à tática de manter distância do  direitismo extremado  de seu concorrente direto na disputa presidencial, que atende pelo nome de Jair Bolsonaro.

Nessa linha de  raciocínio, o professor de filosofia da USP, Janine Ribeiro fala do  Centro sendo "um pseudônimo da direita envergonhada" e o Centrão, o "pseudônimo afrontoso da direita exclusivamente fisiológica".
 
Para quem acha que o professor é de esquerda, vale a pena observar a opinião  de Armínio Fraga, com amarras consistentes no ninho tucano e eleitor declarado de Alckmin: "O Centrão é uma gororoba que, no fundo é conservadora de maneira muito primitiva. É o conservadorismo para manter poder e dinheiro. Não tem valor".
 
Se persiste alguma dúvida, o historiador Marco Antônio Villa, anti-petista ferrenho remove com ferina clareza: ""Ninguém ali é de Centro, é todo mundo de direita. São quadrilhas, saqueadores do Erário".

Mas, a  grande curiosidade nesse momento, onde ética e corrupção estão exaustivamente na pauta das discussões políticas, é se Alckmin, o 'Santo' da lista odebrechtiana vai  ter a coragem de incluir na pauta de sua campanha a defesa do moralismo, ele próprio recordista na lista de Furnas com 9 milhões.
 
Outro recorde, esse imbatível, é o do preço de cada  ovo na merenda escolar das criancinhas paulistas: 12,5 reais.
 
Sem falar no Trensalão, com muita propina rolando na compra de trens do metrô e na Rodoanel, mais conhecida entre os paulistas como 'Rouboanel'.
 
Tem mais: o espectro de Paulo Preto ( 109 milhões na Suíça ) a rondar dia e noite o ninho tucano.
 
Como pano de fundo, as aventuras de Aécio e os 23 milhões de Serra na Suíça.

No horário eleitoral gratuito, uma certeza que se configura e as pesquisas ajudam a acreditar: Vai-se  assistir muita  pancadaria entre a direitona de Alckmin e a extrema direita militarizada de Bolsonaro.

Quem se salvar deve enfrentar o candidato das forças progressistas no segundo turno.





 

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