O conceito de Soberania Nacional afronta as classes dominantes no Brasil

Resignadas à coexistirem nas periferias do desenvolvimento, as classes dominantes não possuem o menor apreço pelas causas nacionais. Violenta e radical não titubeiam em golpear o Estado quando seus negócios são contrariados

Brasília - As centrais sindicais convocaram greve geral contra as reformas da Previdência e trabalhista e por eleições diretas 
Brasília - As centrais sindicais convocaram greve geral contra as reformas da Previdência e trabalhista e por eleições diretas  (Foto: Henrique Matthiesen)

O mais primitivo apontamento histórico na utilização do termo “soberania” está na obra de Philippe de Remi Beaumanoir, “Livres des Coutumes et des Usages de Beauvisis”, escrito entre 1280 e 1283. No mesmo período, Mariano de Coramanico, referiu-se à expressão como que se exaltava o rei como imperador em seu reino, por não aceitar ninguém acima de si.

O conceito ocupou e ocupa os teóricos políticos desde o século 13; entretanto, só obteve ênfase com a obra de Jean Bondin, o primeiro teórico a desenvolver o conceito de soberania em sua obra intitulada “Les Six Livres de la Repubique”, editada em 1576 . Publicado quatro anos após o massacre de São Bartolomeu - quando a França vivia momento de divisões e coalisões entre católicos e protestantes. A obra consentiu uma nova perspectiva para o soberano, acalmando o ambiente de revolta entre os súditos, e abafando a ânsia dos protestantes.

Com o aprimoramento conceitual temos, contemporaneamente, a soberania dividida em dois aspectos: o interno e o externo.

No âmbito interno significa que o poder do Estado é o mais alto existente dentro do próprio Estado. No externo significa que, nas relações recíprocas entre os Estados, não há subordinação nem dependência; e sim, igualdade.

No Brasil nossas classes dominantes sofrem de um profundo complexo de inferioridade, devido ao seu processo colonialista. Diferentemente de outras nações desenvolvidas não conseguimos edificar uma classe dominante pátria.

Resignadas à coexistirem nas periferias do desenvolvimento não possuem o menor apreço pelas causas nacionais. Pelo contrário, são servilmente entreguistas e subordinadas aos interesses externos, ou seja, internacionais.

Violenta e radical não titubeiam em golpear o Estado quando seus negócios são contrariados.

Despossuídas de qualquer apreço pelo patrimônio nacional são, em sua grande maioria, rentistas avessas ao desenvolvimento produtivo.

Deste modo e pensamento, o conceito de Soberania Nacional soa às classes dominantes brasileiras como uma afronta, um desagravo, um insuportável insulto, uma vez que abre suas feridas mais densas do seu complexo, e do seu grau de inferioridade.

Toda vez que o Brasil ressurge na defesa de seus interesses, esta classe dominante se move para sufocar, reprimir e desarticular os defensores soberanos, já que a sina de subordinação é o sustento da nossa classe dominante.

 

 

 

 

 

 

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