O depoimento de Moro contra Bolsonaro é a cara dos julgamentos do juiz ladrão

Ao ler o depoimento de Sergio Moro à PF, o que se vê é um amontoado de ilações, perspectivas e pontos de vistas pessoais sobre suposições do declarante, sem absolutamente nenhuma prova

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Quem me conhece sabe que não cabe em minhas características a de defender o que não acredito. Pois bem... ao ler o depoimento de Sergio Moro à Polícia Federal, o que se vê é um amontoado de ilações, perspectivas e pontos de vistas pessoais sobre suposições do declarante, sem absolutamente nenhuma prova.

Sergio Moro, das duas, uma: ou seguindo a orientação do Pato da FIESP, amarelou ou simplesmente mentiu quando deixou nas entrelinhas que o motivo da saída do Ministério da Justiça foi uma interferência do pior presidente da história do Brasil.

De tudo o que Sergio Moro falou, duas demonstram o caráter (ou a falta dele) no sentido do compromisso com a verdade dos fatos e com o país. Assim como no caso Lava Jato, Sergio Moro se interessa apenas por sua personalidade, pelos holofotes e pela destruição da reputação de seu inimigo, mesmo que isso não tenha relação com o que está sendo discutido, acusado e julgado:

Perto do fim do depoimento, ele diz o seguinte: "QUE reitera que em seu pronunciamento narrou fatos verdadeiros, mas, EM NENHUM MOMENTO, AFIRMOU QUE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA TERIA PRATICADO UM CRIME e que essa avaliação cabe às instituições competentes;

Mas antes disso, já no início do depoimento, ele solta essa pérola: "QUE perguntado sobre sua definição sobre interferência política do Poder Executivo em cargos de chefia no âmbito da Polícia Judiciária, respondeu que ENTENDE QUE SEJA UMA INTERFERÊNCIA SEM UMA CAUSA APONTADA e, portanto, arbitrária;

Durante TODO o processo na Lava Jato, duas questões são fundamentais de serem analisadas: A primeira, DE FATO, houve desvio de dinheiro da estatal em negócios realizados pela empresa. Que esse dinheiro serviu a dois propósitos: Enriquecimento ilícito e irrigação de caixa um e caixa dois de partidos políticos. Entre eles, o PP de Jair Bolsonaro, que inclusive recebeu R$ 200.000,00 para sua própria campanha em 2014 de deputado federal.

É importante lembrar que o sistema eleitoral brasileiro, era permissivo com o caixa dois! E porque era permissivo? Porque PERMITIA financiamento diretamente de EMPRESAS para partidos e candidatos e isso significava algo óbvio.

As empresas, e não apenas as citadas na LAVA JATO, mas TODAS as empresas que doavam para partidos e candidatos não o faziam por amor à pátria e devoção à democracia brasileira, mas como forma de investimento futuro! Era absolutamente LEGAL e estava dentro das regras do jogo político ter financiamento eleitoral privado.

Que atire a primeira pedra, um candidato a prefeito eleito em cidade com mais de 5.000 eleitores que não tenha utilizado de caixa dois e de financiamento eleitoral PRIVADO em suas campanhas!! Não há!! E vai continuar não havendo, pois, o processo eleitoral é dinâmico e não tem como não permear interesses econômicos na gestão de uma cidade! Quem disser o contrário disso é antes de mais nada hipócrita.

Dos 35 partidos políticos brasileiros, APENAS TRÊS, nenhum membro, nem sua direção receberam nenhum dinheiro de empresas ligadas à Lava Jato, são eles o PCB. (Partido Comunista Brasileiro) PCO (Partido da Causa Operária e o PSTU. Os três de esquerda.

Então, todos os partidos acima receberam dinheiro do caixa de alguma empresa ligada à Lava Jato. Seja pela via direita (caixa 1) ou pela via indireta, do caixa dois.  Neste caso, o dinheiro não era contabilizado oficialmente e não está na conta acima, já que os dados acima, são do Tribunal Superior Eleitoral e se referem às doações nas eleições de 2014, dizem respeito às doações declaradas à Justiça Eleitoral e tiveram suas contas APROVADAS.

Acontece, que Sergio Moro, prendeu apenas tesoureiros do PT, e 1 do PP (que era o Partido de Bolsonaro à época do início da Lava Jato) sendo que TODOS os outros tesoureiros de TODOS os outros 32 partidos em atividade no Brasil em 2014 receberam algum tipo de ajuda financeira da mesma fonte.

Ou seja, das empresas investigadas na Lava Jato e sua relação com os partidos, apenas os do PT receberam oficialmente dinheiro que merecia a prisão? Isso significa que somente no PT tinha corrupção nessa relação financeira e política? Evidente que não! Mas a demonização da política, incentivada pela Rede Globo e acompanhada por toda a mídia corporativa brasileira ligadas às sete famílias, donas da Globo, Record, Bandeirante, grupos Jovem Pan, Folha, Abril e Estadão,  não permitia outra alternativa que não fosse a acusação por parte de Sergio Moro contra o PT, pois a sua medida e a medida desta imprensa, nunca foi a do combate à corrupção, mas o combate político contra o PT, como se percebe nos pesos e medidas diferentes relacionados, por exemplo aos tesoureiros dos outros partidos e os do PT.

Algo semelhante acontece no depoimento que Moro deu à PF, agora com relação a Bolsonaro! Houve intervenção política na nomeação do Superintendente da Polícia Federal? Óbvio que sim! Houve crime nessa intervenção política? Não! A nomeação é livre! O crime é uma suposição até Sergio Moro dizer que estava saindo do governo por esta razão! Então, bastava que Sergio Moro mostrasse que houve um pedido de uso ilegal das atribuições presidenciais para que houvesse o crime! Sergio Moro demonstrou isso em seu depoimento? Não!

Aliás, mais do que não mostrar, inocentou literalmente Bolsonaro!! Pode ser que venha a ser incriminado por outros depoimentos, mas diante deste, certamente, o que Sergio Moro fez foi um amontoado de suposições, de devaneios políticos, de elucubrações políticas e demonstração de golpismo bem característico de sua prática política, utilizando-se da lei para manipular, ludibriar, fazer engodo e explodir o país.

Bolsonaro é de longe, o pior presidente da história do Brasil. Inepto, inapto, truculento, mal caráter, tresloucado, egoísta e todos os adjetivos que cabem numa ratazana política! Contudo, com base no que Sergio Moro falou, em nada, Bolsonaro infringiu a lei. Sergio Moro quer uma republiqueta dominada pela turma da Lava Jato que destruiu a economia do Brasil sob o manto mentiroso do combate à corrupção! Sua saga continua, porém, desta vez falta ao juiz ladrão a caneta para escrever a “súmula” de seu enredo.

Bolsonaro e Sergio Moro são produtos do mesmo desejo político do fascismo da direita política! Mas Bolsonaro tem 30 anos de vida marota e como todo vagabundo que nunca foi pego, aprendeu a malandragem de não ser pego por um bandido pé de chinelo que lhe foi um serviçal que se prestou aos seus propósitos. Na hora certa, foi chutado! Que os cães do bolsonarismo os engula.

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