O encontro com a verdade

"Ao contrário do que apregoa a base governista, a responsabilidade por conseguir o número de deputados necessários em plenário para votar a denúncia contra Michel Temer – 342 – por corrupção passiva é do governo. Compete a Temer demonstrar que tem apoio no Congresso, como alardeia aos quatro ventos, expor ao país o tamanho real de sua base na Câmara", diz o deputado José Guimarães (PT-CE), líder da oposição na Câmara; "Com 5% de aprovação, Temer deve reconhecer que não tem mais condições de governar. A única forma de encerrar essa que já se configura como uma das piores crises políticas da história brasileira e recolocar o país no caminho do crescimento e do desenvolvimento é por meio da realização de eleições diretas"

"Ao contrário do que apregoa a base governista, a responsabilidade por conseguir o número de deputados necessários em plenário para votar a denúncia contra Michel Temer – 342 – por corrupção passiva é do governo. Compete a Temer demonstrar que tem apoio no Congresso, como alardeia aos quatro ventos, expor ao país o tamanho real de sua base na Câmara", diz o deputado José Guimarães (PT-CE), líder da oposição na Câmara; "Com 5% de aprovação, Temer deve reconhecer que não tem mais condições de governar. A única forma de encerrar essa que já se configura como uma das piores crises políticas da história brasileira e recolocar o país no caminho do crescimento e do desenvolvimento é por meio da realização de eleições diretas"
"Ao contrário do que apregoa a base governista, a responsabilidade por conseguir o número de deputados necessários em plenário para votar a denúncia contra Michel Temer – 342 – por corrupção passiva é do governo. Compete a Temer demonstrar que tem apoio no Congresso, como alardeia aos quatro ventos, expor ao país o tamanho real de sua base na Câmara", diz o deputado José Guimarães (PT-CE), líder da oposição na Câmara; "Com 5% de aprovação, Temer deve reconhecer que não tem mais condições de governar. A única forma de encerrar essa que já se configura como uma das piores crises políticas da história brasileira e recolocar o país no caminho do crescimento e do desenvolvimento é por meio da realização de eleições diretas" (Foto: José Guimarães)
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Ao contrário do que apregoa a base governista, a responsabilidade por conseguir o número de deputados necessários em plenário para votar a denúncia contra Michel Temer – 342 – por corrupção passiva é do governo. Compete a Temer demonstrar que tem apoio no Congresso, como alardeia aos quatro ventos, expor ao país o tamanho real de sua base na Câmara.

É claro que a oposição tem todo interesse em autorizar a investigação. Como disse o relator da denúncia da procuradoria-geral da República na Comissão de Constituição e Justiça, deputado Sérgio Zveiter, do próprio PMDB, há indícios mais que suficientes para serem apurados. Se o governo conseguir o quórum, a oposição estará lá para cumprir o seu papel votar pelo prosseguimento da denúncia.

Em meio à pior crise dos últimos anos, em que os fatos se desenrolam de forma tão acelerada que fica difícil até acompanhar os acontecimentos, somente uma coisa está cada vez mais clara – Temer não tem mais nenhuma condição de governar. Mesmo com a manipulação constante dos dados para tentar passar a impressão de que a situação econômica dá sinais de melhora, a verdade é que a economia derrete. E o apoio popular ao presidente, que sempre foi baixo, desaba a cada pesquisa.

Agora tentam dar a impressão de que o desemprego caiu. Seria um a ótima notícia, mas não é verdade. O que caiu (de 13,7% para 13%) foi a taxa de desocupação, o que é muito diferente. Nesse momento, quase 70% dos 690 mil postos criados no segundo trimestre são na informalidade, sem carteira assinada, e 13,5 milhões de brasileiros continuam desocupados.

Dados da Pnad mostram que as vagas com carteira assinada continuam diminuindo, caíram 0,2%, na comparação com os três primeiros meses do ano, e 3,2% em relação ao mesmo período de 2016. Isso significa 33,3 milhões de trabalhadores perderam todas as garantias da carteira assinada.

Nos governos Lula e Dilma, ao contrário, houve o maior aumento não só no número de empregos, mas do trabalho formal da história brasileira. A taxa de informalidade caiu de 56,5%, em 2003, para 46,4%, em 2011. Já o desemprego saiu de 12,3%, também em 2003, para 5,5%, em 2012. Quando a presidente legítima, Dilma Rousseff, foi retirada do cargo, em 2013, a taxa estava em 4,3%.

Os especialistas são unânimes em dizer que o emprego formal somente poderá voltar com a retomada do crescimento econômico. Mas aí, esse governo ilegítimo, mais uma vez, colocou o país em um beco sem saída ao forçar a aprovação, à toque de caixa, da Emenda Constitucional do teto de gastos (EC 95/16). Como voltar a crescer se as empresas, e as famílias, estão completamente endividadas – sem condições de investir ou consumir – e o governo também não poder mais promover o crescimento porque essa emenda impede qualquer investimento?

Não por acaso, a popularidade de Temer e seu governo, que nunca chegou a passar de ruim, acabou de desmoronar – 5% de aprovação, segundo a última pesquisa do Ibope. A pior avaliação de um presidente nos últimos 30 anos, desde que esse levantamento existe. Tudo nesse governo é reprovado pela população – medidas de combate à inflação (77%), para a Saúde (85%), para a Educação (75%).

Foi o próprio Temer quem disse, antes de ajudar a derrubar a presidenta Dilma, que ninguém consegue governar o Brasil com baixa popularidade. Com 5% de aprovação, certamente ele mesmo deve reconhecer que não tem mais condições de governar. A única forma de encerrar essa que já se configura como uma das piores crises políticas da história brasileira e recolocar o país no caminho do crescimento e do desenvolvimento é por meio da realização de eleições diretas. Somente a soberania popular, expressa pelo voto, tem legitimidade para decidir quem deve conduzir os destinos do país.

* Advogado, deputado federal (PT-CE), líder da oposição na Câmara

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