O fator Joaquim Barbosa

Inconciliáveis conceitualmente, as origens teóricas do socialismo - seja do Partido Socialista Brasileiro (PSB) ou de qualquer outro partido dito de esquerda tem, são contraditórias ao pensamento de Joaquim Barbosa, assim como em suas ações pretéritas tomadas

Inconciliáveis conceitualmente, as origens teóricas do socialismo - seja do Partido Socialista Brasileiro (PSB) ou de qualquer outro partido dito de esquerda tem, são contraditórias ao pensamento de Joaquim Barbosa, assim como em suas ações pretéritas tomadas
Inconciliáveis conceitualmente, as origens teóricas do socialismo - seja do Partido Socialista Brasileiro (PSB) ou de qualquer outro partido dito de esquerda tem, são contraditórias ao pensamento de Joaquim Barbosa, assim como em suas ações pretéritas tomadas (Foto: Henrique Matthiesen)

As origens biográficas do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, retratam a síntese da superação em um país cujas desigualdades são insofismáveis; fruto de uma segregação intrínseca na sua concepção enquanto nação.

Negro, filho de pedreiro e de dona de casa, Joaquim Barbosa rompe o ciclo perverso da subsistência e do preconceito de classes - que a maioria do povo brasileiro está condenada -.

Sua candidatura à presidência, nas próximas eleições, engrandece o pleito.

Entretanto, o cerne da questão sobre o possível candidato, ex-ministro, não é o seu pensamento, sua candidatura, ou sua origem social, mas o partido a qual ele está filiado.

Inconciliáveis conceitualmente, as origens teóricas do socialismo - seja do Partido Socialista Brasileiro (PSB) ou de qualquer outro partido dito de esquerdatem, são contraditórias ao pensamento de Joaquim Barbosa, assim como em suas ações pretéritas tomadas.

Joaquim Barbosa tem toda aquiescência de pensar o que pensa e disputar o pleito; mas seu aforismo liberal não orna com as origens do partido de Miguel Arraes; apenas perpetua a mixórdia ideológica brasileira e seus respectivos partidos.

Afinal não faz parte do ideário e do pensamento socialista a conceituação do Estado Mínimo,colaboradora do seu ideário privatizante. Defender o Estado Mínimo é ser adepto da regulamentação econômica sob a ótica do mercado, o que contrapõe o conceito de desenvolvimento nacional pelo viés estratégico impulsionador e indutor do Estado.

Alçado a celebridade pelo monopólio midiático - na ação que condenou o Partido dos Trabalhadores (PT) no dito Mensalão -, observou-se a seletividade ética de Joaquim Barbosa, caudatário do prisma de uma ética de departamento asfixiante, e instrumento de dominação de classe no processo de resignação e manipulação social.

O impulso e o ímpeto de confundir justiça com justiçamento revelam uma personalidade, no mínimo opressora. Em meioàs suas características observa-se a opção conservadora que permeia seu pensamento; em um país cujas raízes históricas, a figura de justiceiro, muitas das vezes, esteve ao lado dos capitães-do-mato,(homens que viviam nas fazendas para capturar os escravos fugitivos e entregá-los ao feitor), na luta entre a casa grande e a senzala.

Estes são apenas alguns aspectos sobre quem é Joaquim Barbosa. Um candidato conservador, representante da manutenção do estrato social secularmente imposto; um autêntico emissário do mais do mesmo.

Dentro desta perspectiva fica a dúvida:

O PSB fez a sua Perestroika ou abandonou o sonho de mudança social, e aderiu ao atalho para um projeto de poder pelo poder?

O fato é: a candidatura de Joaquim Barbosa não representa o ideário progressista.

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