O fim do governo Vilela e a decisão de Rui Palmeira

Os novos secretários indicados para o governo de Alagoas levarão de três a quatro meses para se adaptarem ao cargo. Muito irá ser perdido

Faltando sete meses para o fim do seu segundo mandato como governador de Alagoas, Vilela foi capaz de criar condições para antecipar, do ponto de vista político e administrativo, esse final. Primeiro, ao não se lançar candidato ao Senado Federal. Segundo, pelas mudanças efetivadas em secretarias comandadas pelo PR, PP, PSB, entre outros.

Como a decisão é eminentemente política, assim como foram as nomeações, mais uma vez ele dá um bico na canela do povo. Trocar nomes agora, repito, faltando sete meses para a sua despedida do poder significa parar todos os programas e projetos que vinham sendo implantados.

Os novos secretários indicados levarão de três a quatro meses para se adaptarem ao cargo. Muito irá ser perdido. Assim como ocorreu na Defesa Social e na Educação, cujos resultados são pífios, pobres, vergonhosos e desastrosos, apesar de todo o apoio do Governo Federal.

Portanto, a resposta aos seus aliados que não concordaram com o nome imposto, como o seu pré-candidato ao governo, simplesmente antecipa o seu fim no comando político. Outro problema que precisa ser resolvido agora é a questão do fraco palanque para o presidenciável Aécio Neves.

Sem o engajamento total do também tucano prefeito Rui Palmeira esse palanque quase desaparece. Só que Rui tem acordos com várias lideranças políticas, que agora arengam com Vilela. Casos do deputado federal Maurício Quintella (PR) e do senador Benedito de Lira (PP). Ambos indicaram aliados para secretarias na Prefeitura de Maceió.

E como esses dois estão no palanque do também presidenciável Eduardo Campos (PSB), a questão é saber se o prefeito vai continuar fortalecendo-os mantendo os seus indicados nos cargos ou não? Afinal de contas, Rui Palmeira é tucano e naturalmente vai pedir votos para Aécio e Eduardo Tavares "O Breve".

Ou, ao contrário, usará a estratégia de vinculações com duas opções de presidenciáveis e outras duas para governador? Ou irá preferir ficar neutro?

Toda escolha tem o lado positivo e negativo. Toda escolha entra para o currículo.

Qual será a escolha que vai entrar no currículo do jovem prefeito Rui Palmeira?

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