O fracasso da sociedade tem a cara de Vera Magalhães e “sua” imprensa golpista

Vera Magalhães é empregada de uma imprensa meramente mercantilista e responsável direta pela condição de penúria e humilhação que deixa de joelhos o País e o povo brasileiro

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A tucana de carteirinha Vera Magalhães, que coordena e apresenta o programa “Roda Viva” da Tevê Cultura, é uma daquelas ou daqueles jornalistas que sofrem de falta de memória, ou seja, a amnésia de conveniência político-ideológica, que tem por propósito maior causar diversionismo sobre qualquer questão antagônica do que a jornalista pensa ou defenda, além de intencionalmente causar confusão ao público da classe média golpista, geralmente propício ao conservadorismo e reacionarismo, principalmente no que diz respeito a esta última e infame década.

Esta realidade brutal foi sistematicamente demonstrada inequivocadamente pelas mídias corporativas de mercado a partir de 2013, quando se iniciaram as marchas ensandecidas contra a presidente Dilma Rousseff até a sua queda por um golpe de estado travestido de legal e legítimo em 2016, a ser o bolo da cereja do golpismo onde Vera Guimarães há anos milita sem dúvida a prisão de Lula.

Por sua vez, ressalta-se, a imprensa de negócios privados e de alma lavajatense sempre soube, e como compreende, que o encarceramento de Lula e a deposição de Dilma foram as farsas mais violentas, infames e sórdidas que aconteceram neste País após a democratização, pelo simples fato de que o candidato derrotado do PSDB, Aécio Neves, não aceitou o resultado das eleições de 2014, a abrir caminho para que o Brasil afundasse nesse pântano imundo e fétido, onde chafurda o consórcio golpista e de direita composto por imprensa de mercado, generais, juízes, procuradores, delegados, políticos e empresários, a terem a classe média como seus bate-paus de rua.

Contudo, e apesar de toda e dura realidade que esbofeteia a cara da sociedade brasileira diariamente, porque responsável pelo golpe e o desmonte moral e patrimonial do País, eis que Vera Magalhães, do alto de sua cegueira atávica e irremediavelmente anacrônica, continua a disfarçar sua personalidade autoritária e elitista, a distorcer as realidades e a contrariar os fatos, de maneira que o jornalismo, que se pratica desde que o PT assumiu a Presidência em 2003 até os dias de hoje, se torne ponta de lança dos interesses da burguesia nacional e do establishment internacional.

E por quê? Porque a imprensa partidária dos magnatas bilionários, membros hereditários da plutocracia, tem lado, partido e cor ideológica, a contar com pessoas como Vera Guimarães, que sempre trabalharam no front da luta política contra as esquerdas, especialmente o PT por ser um partido orgânico e, com efeito, possuir milhões de votos, apesar do bando da Lava Jato, que cooperou para o traidor e golpista Michel Temer tomar o poder e permitiu a ascensão do fascista neoliberal Jair Bolsonaro, que durante três décadas atuou de forma lamentável em todos os sentidos, a ser ainda integrante do baixo clero da Câmara.

Enfim, Vera Magalhães é empregada de uma imprensa meramente mercantilista e responsável direta pela condição de penúria e humilhação que deixa de joelhos o País e o povo brasileiro. A jornalista, como muitos outros que repercutem o que pensam seus chefes e patrões, continua com sua cantilena inócua e infértil em relação à verdade factual que acontece e aconteceu no Brasil, principalmente a partir de 2013.

Entretanto, ao que parece, percebe-se a olhos nus que tal jornalista não aprendeu nada, mesmo quando foi execrada e linchada pelas hostes fascistas do bolsonarismo, de maneira que tais infâmias e covardias a levaram a ficar indignada. O motivo: Vera foi duramente insultada por ter noticiado que o Bolsonaro enviou a seus contatos no WhatsApp um vídeo a convocar para manifestações antidemocráticas contra o Congresso Nacional.

O presidente fascista e tratado pela comunidade internacional como pária — Vera Magalhães e a imprensa de mercado sabem disso —, juntamente com os robôs bolsonaristas, atacaram a colunista e apresentadora da forma mais desrespeitosa possível, mas mesmo assim Vera Guimarães flerta com o fascismo dos trópicos, porque o recado do patronato é claro e objetivo: os monopólios midiáticos compõem com o modelo ultraliberal de Paulo Guedes, independente de quaisquer questões pessoais ou profissionais.

A verdade é o que está a valer é desmontar o estado nacional, extinguir direitos, concretizar as reformas contra os interesses dos trabalhadores e fazer do estado burguês uma ferramenta de controle e poder político e econômico por parte das classes dominantes atreladas aos interesses do capital internacional. E Vera Magalhães e todos os que estão na condição dela, sem sobra dúvida, compreenderam o recado do patronato bilionário. A resumir: atura-se o Bozo para apoiar as medidas econômicas brutalmente concentradoras de renda e riqueza do fanático chicago-boy Paulo Guedes. Ponto.

É preciso também lembrar que Vera Magalhães é um dos inúmeros profissionais da imprensa comercial e privada que estão envolvidos até o pescoço com o processo de linchamento moral e político do PT durante esses anos todos, bem como integrante de uma imprensa parcial, partidarizada, umbilicalmente ligada à Lava Jato e que há muito tempo se recusa a fazer jornalismo, porque somente um lado fala, como se verifica cotidianamente a ausência da esquerda nos jornais da imprensa burguesa, sem voz e direito à opinião e impedida de realizar o contraditório.

Aliás, a imprensa de mercado é, na verdade, precursora das fake news, principalmente em eleições presidenciais, bem como sempre as utilizou em grande proporção contra as principais lideranças do PT e das esquerdas, sendo que atualmente se comporta, cinicamente e hipocritamente, como o arauto da democracia e da Constituição, que ela há poucos anos ajudou a rasgar e mandar ainda o Estado de Direito ao espaço. A imprensa de negócios privados sempre odiou a democracia, porque a democracia impõe direitos e protege os interesses da população, a facilitar a igualdade de oportunidades e a cidadania como direitos fundamentais a serem garantidos pelo Estado e a sociedade civil organizada. Revisionismo histórico não vale.

Agora, pergunto a você, cara pálida: Vera Guimarães não sabe disso? É isso aí.

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