O histórico do senador Cássio com Lula, o PT e o novo perfil radical anti-Dilma

De 2014 para cá, Cássio mudou de posição e passou a atacar o PT, Dilma Rousseff e Lula de forma implacável sem dar trégua em tempo nenhum. Passou a ser uma espécie de alterego de Aécio Neves, amigo desde os tempos de governo, mas radicalizando na ofensiva contra Dilma e o PT, que namorava, como nunca viu

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Em pronunciamento, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Em pronunciamento, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado (Foto: Walter Santos)
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Ao que parece, de uns tempos para cá e adiante, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) passou a conviver com um enorme desconforto de ser em vias públicas hostilizado por setores da sociedade, em face de sua postura como Líder do PSDB no Senado defendendo o Impeachment de Dilma Rousseff e ser um algoz do Lula petismo.

Como viés ideológico, Cássio reproduz o que sempre foi, ou seja, um líder político tomado de pensamento Neo Liberal, portanto, da linha privaticionista e de limitação nos benefícios sociais em detrimento da supremacia do mercado, portanto, das Elites econômicas. Ele sempre foi isso desde que assinou a doutrina Tucana no início dos anos 90 deixando o PMDB de Ulisses Guimarães para votar em Mario Covas.

O EVENTO RECENTE E A HISTÓRIA

Embora sempre próximo do Centro - Direita, Cássio se afastou cedo da doutrina mais aberta de seu Pai, Ronaldo Cunha Lima, líder político a partir de base intelectual sensível envolvido contra o arbítrio a partir do Golpe de 64, quando teve seus direitos políticos Cassados levando ele, Dona Glória e Filhos a morar no Rio de Janeiro.

O fato registrado ontem remete a uma reflexão mais profunda, pois acontece com um Líder político que já namorou o PT e conviveu com ele, tanto que manteve como vice uma Petista de nome Cozete Barbosa.

Cassio, aliás, chegou a marcar sua filiação no PTB para atender uma convivência com Lula, mas não se efetivou porque estourou a denúncia de Maurício, dos Correios, no famoso Mensalão e aí ele mudou de rota e foi para o PSDB.

A história mostra, enfim, que "Cassinho", como Lula tratava, já foi muito próximo do PT. 

A MUDANÇA DE POSTURA

De 2014 para cá, Cássio mudou de posição e passou a atacar o PT, Dilma Rousseff e Lula de forma implacável sem dar trégua em tempo nenhum.

Passou a ser uma espécie de alterego de Aécio Neves, amigo desde os tempos de governo, mas radicalizando na ofensiva contra Dilma e o PT, que namorava, como nunca viu.

O foco central de Cássio tem sido atingir o PT no aspecto moral taxando de corrupto em nível em que o discurso não apresenta provas no tamanho da acusação.

Além do mais, ele não consegue se desencalhar da contra - ofensiva ao apontar inúmeras acusações e denúncias contra seu partido, Aécio, líderes Paulista, etc, de desvios de dinheiro (Vide lista da Odebrecht). O STF está abarrotado de processos que desqualificam sua "pureza" discursiva, sem contar o que lhe chateia é ouvir sempre a lembrança de Cassado.

Em síntese, Cássio vai conviver para sempre com essa realidade de desconforto dos setores organizados da sociedade contra sua postura conservadora, de encontro aos interesses dos trabalhadores.

É a colheita do que plantou.

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