O impeachment

Pelo andar da carruagem e mesmo com as defecções, traições e cartas hipócritas, há uma forte esperança de que a democracia deve vencer mais essa batalha

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Na Venezuela só a força, a coragem e os avanços sociais promovidos por Chávez conseguiram sustentar democraticamente sua permanência no poder durante 14 anos. Mesmo assim, em 2002, um golpe elaborado pelo complexo burguesia/mídia derrubou o presidente, que retornou dois dias depois nos braços do povão que habita a periferia de Caracas.

No Brasil já são 'intermináveis' 13 anos da esquerda no poder. Assim também já é demais!

Alguém com uma boa memória consegue vislumbrar um outro país sul-americano em que um governante de esquerda tenha se mantido tanto tempo no poder?

O governo democrático de Getúlio durou 3 anos e 7 meses. O de João Goulart, nem isso! Lugo, no Paraguai, foi para casa muito cedo e Zelaia em Honduras (A. Central) seguiu o mesmo caminho.

É besteira, não tem pra ninguém!

Aqui no Brasil, a direita, com raras exceções (Getúlio 'democrático', Jango e o lulo-petismo) governou o país desde Tomé de Souza.

Em 2014, fechadas as urnas da segunda eleição de Dilma e os tucanos já solicitaram recontagem dos votos, respaldados no argumento do nada. Acharam pouco e logo depois entraram com ação para tentar anular as eleições, baseados no nada também.

Sem outras alternativas, acabaram pedalando na garupa da hipocrisia e do cinismo e querem agora derrubar a presidenta por um ato que eles próprios praticaram.

Com quatro derrotas seguidas para o carisma e as conquistas sociais de um torneiro mecânico, partiram para o vale-tudo. Elegeram um chantagista para a presidência da Câmara e se atracaram ao rancor de um advogado frustrado, por não ter conseguido no governo petista "um alto cargo, provavelmente fora do país," como o próprio Hélio Bicudo declarou á imprensa.

Mas, o que mais chama a atenção no enredo dessa história são os personagens envolvidos. Além do advogado magoado, o currículo dos agentes golpistas é de dar inveja ao pessoal da Papuda. Começa com o presidente do TCU, Aroldo Cedraz citado na lava-jato e o relator do processo que desaprovou as contas da presidenta, Augusto Nardes investigado pela operação Zelotes. Todos os líderes da oposição, de Paulinho da Força ao golpista-mor, Aécio Neves estão envolvidos com algum tipo de falcatrua, passando por Eduardo Cunha, cuja folha corrida é de amplo conhecimento público.

É essa tropa de choque que quer derrubar a política mais honesta do país. E a imprensa conservadora a compactuar com todo esse cinismo.

Felizmente, as manobras e tentativas de caminhar com a agenda do golpismo sofreram uma derrota importante essa semana na liminar do ministro do Supremo Edson Fachin. O manifesto dos governadores foi outra pancada na cabeça dos golpistas.

Pelo andar da carruagem e mesmo com as defecções, traições e cartas hipócritas, há uma forte esperança de que a democracia deve vencer mais essa batalha.

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