O labirinto da estupidez

Nunca um governo eleito teve tantas evidências de que será uma catástrofe, como é o caso do governo de Bolsonaro. Ao mesmo tempo, nunca um governo foi eleito com tanta consciência, por parte de seus eleitores, de todo o mal que ele representaria

O labirinto da estupidez
O labirinto da estupidez (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Nunca um governo eleito teve tantas evidências de que será uma catástrofe, como é o caso do governo de Bolsonaro.

Ao mesmo tempo, nunca um governo foi eleito com tanta consciência, por parte de seus eleitores, de todo o mal que ele representaria.

Tivemos um processo eleitoral onde as opções estavam postas de maneira cristalina: de um lado tínhamos um candidato que representava o desenvolvimento social e econômico, a soberania nacional, a possibilidade de termos um representante na presidência da República com boa experiência no Executivo e grande capacidade de diálogo com os mais distintos setores da sociedade civil.

Do outro lado, tínhamos um candidato despreparado, autoritário, que protagonizou uma aliança com os setores mais espúrios e corruptos da sociedade, ancorado por setores entreguistas, apoiado pelos grandes empresários e banqueiros que nunca ocultaram sua disposição de destruir todos os direitos sociais do povo brasileiro.

Quem votou em Bolsonaro sabia exatamente o que ele é, o que representava e de onde ele veio: um deputado que por 30 anos nada fez na vida pública a não ser mamar nas tetas de seu próprio mandato, explorando seus assessores laranjas; um candidato que representava o retrocesso histórico e o abandono da soberania nacional; um parlamentar que era do partido (PP) mais envolvido em escândalos de corrupção com mais de 30 políticos condenados na Lava-Jato e que, por essa razão, precisou "alugar" uma nova legenda, o desconhecido PSL...

Quem votou no Bolsonaro sabia muito bem que o PT foi perseguido pelo judiciário e pela imprensa ao extremo e, ainda assim, foi o partido com menos personagens envolvidos em corrupção (6 no total).

Ninguém votou contra o PT para acabar com a corrupção. Votaram no Bolsonaro porque queriam dar vazão aos seus instintos mais perversos e pelo ódio de o PT ter empoderado - ainda que minimamente - quem era sempre submetido ao linchamento social: negros, pobres, mulheres, homossexuais, etc.

Todos - sem nenhuma exceção - sabiam que Bolsonaro era a continuidade de Temer. E por assim ser, sabem que o país não voltará a crescer, que o desemprego não vai diminuir e que a oferta de serviços não vai aumentar. O assalariado continuará desempregado, os profissionais liberais vão continuar sem serviço e os empresários continuarão atolados em dívidas, rumo à plena insolvência.

Mas o ódio foi maior do que a razão e aqui temos o que todos sabiam o que ia acontecer: um governo sem ideias, formado por um ministério de dementes, unidos a um único propósito: destruir o país com o aval de mais de 50 milhões de votos.

A maioria dos brasileiros optou pela palhaçada em um mundo abarrotado de problemas sérios. Alegar ignorância é inútil, uma vã covardia. A verdade é que a perversidade ganhou milhões de adeptos para - depois de 20 anos de derrotas eleitorais - ter um "orgasmo" anti-petista. E agora esses canalhas andam pelas ruas como se não tivessem nada a ver com esse governo e que é "hora de seguir em frente".

Ledo engano.

Outros milhões estão conscientes desse brutal crime contra o Brasil e o ódio ao que fizeram contra a nossa nação faz com que essa multidão de verdadeiros patriotas se posicionem sob esse novo governo como uma frente fria estacionária que só sairá de cima desses traidores quando suas casas desmoronarem.

Os ratos que assumirão o poder em janeiro foram referendados pelos ratos preconceituosos, os ratos das igrejas fundamentalistas, os ratos entreguistas e os ratos raivosos. E esses ratos colocaram o país em um gigantesco labirinto da estupidez.

Pensam ingenuamente que esse labirinto é intransponível. Esqueceram-se de que nada pode segurar as forças brutais da grande locomotiva da História. E essa locomotiva demolirá esse labirinto e sob o seu chão calcinado pelos cadáveres desses traidores, o novo país do amanhã surgirá. Um verdadeiro Brasil para os verdadeiros brasileiros.

Pois nosso destino é sermos uma grande e poderosa nação, livre da pequenez mesquinha e vulgar que dominou o país por um breve instante de insanidade.

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