O limite

O famoso complexo de cidades-estado chamado, na Bíblia, de Sodoma e Gomorra foi destruído por Deus por causa da injustiça social

Palácio da Alvorada
Palácio da Alvorada (Foto: EBC)

O famoso complexo de cidades-estado chamado, na Bíblia, de Sodoma e Gomorra foi destruído por Deus por causa da injustiça social.

“Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranqüilidade teve ela e suas filhas; mas nunca amparou o pobre e o necessitado.” Ez 16.49

O nível de injustiça social era tal que ameaçava resvalar no projeto divino de redenção, então, perderam o direito de continuar na história.

Era a opressão imperial que exerciam sobre as nações vassalas, externamente, e aos escravizados, internamente.

Semelhante ao que, ora, faz o capitalismo internacional, na sua campanha de avassalar nações e trabalhadores.

Há semelhança, também, ao que o governo dos EUA está a fazer com os Curdos, na Síria, com os quais se comprometeram, ao se retirar, condenando-os a possível genocídio. Semelhante ao que está, também, a fazer para se tornar suserano das nações da América Latina, avassalando-as à geopolítica estadunidense.

Políticas e sistemas, assim, são irmãs de Sodoma e perdem o direito de continuar na história.

O atual governo brasileiro, por sua vez, nos enquadra no crime de Jericó que perdeu o direito de continuar na história por prática de extrema crueldade contra o seu próprio povo.

Não bastasse a continuidade da crueldade do governo Temer, que congelou investimentos e destruiu os direitos dos trabalhadores; continuou a entrega dos ativos brasileiros, em especial o pré-sal e a Petrobras; começou o desmonte do sistema educacional; o envenenamento por meio de agrotóxicos; o fim da aposentadoria por tempo de serviço; o desmonte do SUS; desmonte do Minha Casa, Minha Vida; o ataque aos povos originários e quilombolas; a destruição das florestas, com especial ênfase na amazônica; e para salientar o desfile de atrocidades temos a pratica de tortura a presos e presas no Pará, com a anuência de quem deveria condenar tal brutalidade.

Um governo, assim, perde o direito de continuar na história, e, se este estado de coisas não mudar, o próprio país correrá o risco de solução de continuidade.

Temos de imitar o povo equatoriano para que possamos escrever uma história revolucionária e permanente.

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