O “mensageiro da morte” ataca o Maranhão

Flávio Dino e Jair Bolsonaro
Flávio Dino e Jair Bolsonaro (Foto: 247 | PR)
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Mensageiro da morte, Jair Bolsonaro ainda dificulta as ações de quem procura salvar vidas. Em mais uma ação macabra, a Receita Federal, ligada ao presidente-coveiro e ao abutre Paulo Guedes, "afirma que a operação do governo do Maranhão para trazer 107 respiradores da China foi ilegal", informa a Folha nesta segunda-feira (20).

O jornal relata que a Receita "tomará medidas legais cabíveis contra as pessoas envolvidas" na arrojada operação do governo do Maranhão. "Ela envolveu o envio dos respiradores à Etiópia, para escapar dos radares dos EUA e Europa, e o fretamento de avião de Guarulhos para São Luís" para escapar da sabotagem do miliciano Bolsonaro.

"O desembaraço na Receita foi feito no Maranhão, e não em São Paulo, para evitar risco de que os equipamentos fossem retidos. A estratégia foi montada depois que o governador Flávio Dino (PCdoB) reservou respiradores três vezes e foi atravessado pelo governo federal, pela Alemanha e pelos EUA".

A reação altiva de Flávio Dino

Diante da ameaça da Receita Federal, o governador Flávio Dino reagiu com firmeza e altivez. "Vamos continuar a fazer o que for necessário para cuidar da vida dos maranhenses. Lamento que a lógica bolsonarista, de criar confusão a todo momento, mais uma vez se manifeste".

Flávio Dino ainda esclareceu que "a operação nada teve de ilegal. As mercadorias foram compradas legalmente, pagas e transportadas em voos legais. Os respiradores são para um serviço inadiável, para salvar vidas. Não temos preocupação com ameaças de nenhum tipo pois proteger vidas é a nossa missão".

Enquanto o "capetão" faz ameaças, outros governadores já procuram Flávio Dino. "Plano elaborado pelo governo do Maranhão de comprar respiradores da China e trazê-los via Etiópia, escapando de radares dos EUA e Europa, despertou interesse dos chefes de outros estados", relata a Folha.

Todos os governantes temem o aumento das mortes por coronavírus – menos Bolsonaro. "Os governos de Ceará, Piauí, Amapá e Amazonas ligaram na quinta-feira (16) para saber como encontrar respiradores disponíveis na China e trazê-los por rotas pouco visadas pelos principais centros"

Os mortos da Covid e de Bolsonaro

Na tragédia do coronavírus, Jair Bolsonaro não está preocupado com os mortos nem com a economia. Ele está preocupado apenas com sua reeleição. O "capetão" detesta os pobres – cortou grana da saúde, expulsou médicos cubanos, atacou o Bolsa-Família e queria dar uma merreca de R$ 200 como auxílio emergência.

Como escreve Bernardo Mello Franco no jornal O Globo, "o presidente não está preocupado com a escalada da doença, a escassez de testes ou o risco de colapso nos hospitais. Ele só pensa na própria popularidade, que julga ameaçada pela retração econômica".

No mesmo rumo, o escritor Ruy Castro alerta na Folha que "Jair Bolsonaro prefere lutar a favor de sua miserável campanha pela reeleição em 2022. O preço disso já se faz sentir. O Comando da 1ª Região Militar, no RJ, está mandando os postos de recrutamento contar sepulturas do estado".

"O cemitério de S. Francisco Xavier (RJ) apressa a construção de 2.000 gavetas. No de Vila Formosa (SP), enterros são feitos em covas rasas. Nos hospitais de Manaus, já há cadáveres no chão... O país se torna um enorme jazigo ao ar livre. São os mortos da Covid – e de Bolsonaro", enfatiza Ruy Castro.

Os cadáveres de Nelson Teich

Ainda sobre a necropolítica no país, vale citar Eric Nepomuceno. O brilhante escritor lembra que Nelson Teich já "confessou que precisa de uns 15 dias para ficar a par do funcionamento do ministério. Ao ritmo de uns 200 mortos por dia, isso quer dizer que daqui a uns três mil e poucos cadáveres ele terá começado a tomar pé da situação".

Eric Nepomuceno ainda realça que "o expurgo de Mandetta deixou claro que a sufocante maioria dos ministros deste governo esvaziado se reduziu a figuras ou inócuas, ou patéticas, ou abjetas, ou tudo isso ao mesmo tempo. O que temos hoje em Brasília é qualquer coisa, menos governo".

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