O mimimi de Cunha, vai ter Copa e Marco Civil

Um deputado de partido democrata tão importante ser contra a própria democracia é o fim do mundo

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No texto anterior, falei exclusivamente que sou contra a censura na internet. Menti, sou contra o "tendencionismo" e qualquer tipo de censura em qualquer veículo de comunicação.

Vejo que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), principal artista do espetáculo vexatório de "A paixão de Dilma", mostrou ao País, numa continuação na versão 513D (número de deputados federais) que marcou as últimas 12 horas de vida de Jesus Cristo, e em tese nessa realidade aumentada, que ilustrou as primeiras horas dos insatisfeitos bloqueiros e seus "mimimis" semana passada no Congresso.

Não vejo democracia na atitude de Cunha (que me desculpe os seus correligionários). A dissonante nota "Mi" tocada repetidamente na intenção ardilosa de tentar barrar o Marco Civil em favor das "teles" é tão somente um manifesto tendencioso, antidemocrático e quiçá patrocinado. Sou a favor da neutralidade de rede e da neutralidade de Cunha. Ora, pois! Um deputado de partido democrata tão importante ser contra a própria democracia é o fim do mundo, minha gente.

Para reforçar o que estou dizendo: para usar a internet na operadora "trem azul" do meu celular, pago R$ 0,50 centavos por dia, segundo eles. Quando fiz esse pacote, ninguém me disse que só dava direito a um número limitado de velocidade. Então, vez por outra sou surpreendido com a mensagem: "Você atingiu a sua velocidade máxima de dados, iremos diminuir a velocidade da sua conexão. Para continuar usando a mesma velocidade tecle... e pague R$ 0,60 (risos). Ou seja, para eu poder navegar "marromenos", preciso pagar R$ 1,10 e muita das vezes levar minutos para carregar uma página. Imaginem se não for aprovada a neutralidade de rede? Muita gente terá a navegação limitada e muitas outras serão reles excluídas digitais. É isso o que o PMDB chama de democracia digital?

Imagino que nem Cunha e muito menos os 1.500 manifestantes do #naovaitercopa, que saíram às ruas da paulicéia desvairada em mais um protesto desnecessário, não tenham muita coisa para fazer. Sim, porque os dois citados poderiam e deveriam contribuir para um país melhor e não... pasmem! Trabalhar pelo atraso e retrocesso. Um tenta obstruir o Marco Civil (PL 2126/11), e o outro, um evento tão sonhado quanto a Copa brasileira. Essa tentativa mirabolante é um desperdício de tempo, inteligência e energia.

Tanto um quanto o outro vão fatalmente acontecer, independentes de interesses pessoais de seus articulistas. Imagino que os soldados Black Blocks, ao invés de promoverem o vandalismo, o caos e a discórdia, poderiam se engajar em campanhas para doação de sangue e de órgãos. Seria muito mais producente. Ou até mesmo em campanhas em favor de políticas de incentivo à preservação ambiental e à prática de esportes. Mas a sanha patrocinada se sobreponha ao sentimento de solidariedade e ufanismo.

Sinto dizer-lhes, pretensos senhores da razão, que independente de qualquer coisa ou partido político, #vaitercopasim e #vaitermarcocivilsim, o que não tem que ter é:

Um País desgovernado como um trem azul sem freio, cheio de mascarados, disfarçados ou não, gritando palavras de "(des)ordem" no Congresso Nacional ou nas ruas das grandes cidades. #PorUmBrasilMelhor

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