O Ministério Público foge de Queiroz

Alguns dias se passaram desde a descoberta do paradeiro do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro e responsável pela conexão entre o governo e as milícias do Rio de Janeiro. As autoridades nada fizeram, como se estivessem zelando por sua segurança e, principalmente, pelo seu silêncio

Fabrício Queiroz não fez como Greta Garbo que acabou no Irajá, como no texto escrito por Fernando Mello que dramatiza uma relação homoerótica conturbada entre um enfermeiro idoso e um jovem desabrigado do interior do Rio de Janeiro. Queiroz acabou no Morumbi, a menos de quinze quilômetros do Departamento da Polícia Federal.

Antes de se tornar marchinha de carnaval, o anônimo operador da família Bolsonaro morava em uma modesta casa no bairro da Taquara, zona oeste do Rio, e quando o escândalo veio à tona se escondeu na favela de Rio das Pedras. As investigações sobre suas movimentações financeiras evoluíram e foram descobertas as rachadinhas e os depósitos na conta de Michelle Bolsonaro, a partir de então Queiroz elevou seu padrão financeiro, fez tratamento no Hospital Albert Einstein e mora de aluguel no bairro do Morumbi.

Alguns dias se passaram desde a descoberta do paradeiro do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro e responsável pela conexão entre o governo e as milícias do Rio de Janeiro. As autoridades nada fizeram, como se estivessem zelando por sua segurança e, principalmente, pelo seu silêncio.

Será que erramos todos quando dizíamos que o Queiroz estava fugindo da justiça? Será que não é a justiça que está fugindo do Queiroz? Contudo, a ação dos jornalistas da revista Veja deve ser parabenizada, há tempos não se faz jornalismo investigativo no Brasil com repercussão.

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