O ninho sobre escombros

Vale a lição para os tucanos que terão que se reinventar e decidir entre o pragmatismo tosco de João enganador e seus seguidores, ou a reconstrução de uma nova história mais propositiva e menos reacionária

O ninho sobre escombros
O ninho sobre escombros (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Dentre as inúmeras análises possíveis de se fazer sobre as eleições de 2018, uma é inconteste: os escombros que se transformou o ninho tucano e seu desempenho.

Como dizia Leonel Brizola: "A política ama a traição, mas não perdoa o traidor", resultado prático da dita esperteza que os tucanos tentaram nesta eleição.

Irmãos siameses, do golpe que elevou Temer e sua trupe ao poder, são responsáveis diretos e indeléveis das ações do desmonte do Estado Brasileiro que a turma de salteadores fez e faz da nossa nação.

O esforço sobrenatural e desonesto de se desvincular do seu legado sabotador e apoiador de um dos governos mais rejeitados de nossa história brasileira, caracterizou o verdadeiro estelionato político ao qual se prestou o tucanato.

O discurso higienista e do moralismo sem moral também caiu por terra a partir do momento em que a sujeira e os esquemas, que sempre abasteceram o tucanato com a cumplicidade de muitos membros do Poder Judiciário, foi descortinado.

Tentaram ocupar o lugar do antipetismo - que as últimas eleições os credenciaram -, mas perderam este protagonismo, perderam o discurso, perderam os últimos resíduos da vergonha, e foram corresponsáveis pela ascensão e vitória da extrema-direita.

E pior, germinaram e pariram seus próprios Iscariotes; o maior deles, o desprezível e nauseoso João enganador, que ganhou por uma diferença mínima o governo do estado de São Paulo.

Síntese do embuste político O João enganador é a personificação mais fiel da hipocrisia, do charlatanismo; é a expressão da extrema-direita que brotou e cresceu no ninho tucano.

É necessária uma profunda autocrítica e faxina do tucanato. A perda paulatina do legado e da postura de personalidades como: Mario Covas, Franco Montoro, Teotônio Vilela, entre outros ilustres homens públicos, é fundamental para o Brasil.

O momento político que atravessaremos daqui para frente será a separação inadiável do joio do trigo e, por mais que visões diferentes e ideologias distintas, o espírito que constituiu o PSDB sempre foi o de defensores da democracia e das liberdades inerentes.

Caíram na tentação golpista a qual apoiaram e pagaram o preço.

Será que também caíram na armadilha perigosa de se metamorfosearem em um partido de extrema-direita?

Apoiaram um governo que representa de forma categórica a negação da política. E os direitos de nosso povo?

O futuro dará estas respostas. Mas, vale a lição para os tucanos que terão que se reinventar e decidir entre o pragmatismo tosco de João enganador e seus seguidores, ou a reconstrução de uma nova história mais propositiva e menos reacionária.

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