O Nordeste como trincheira democrática

Assim como em outros momentos da história, o Nordeste, mais uma vez, fez jus ao papel de trincheira dos grandes valores democráticos da Nação. Com um conjunto coeso de governadores, que formam um ampla frente de centro-esquerda, o Nordeste desempenhou papel decisivo em defesa da democracia neste ano turbulento que chegou ao fim, aparentemente, em águas mais tranquilas

Assim como em outros momentos da história, o Nordeste, mais uma vez, fez jus ao papel de trincheira dos grandes valores democráticos da Nação. Com um conjunto coeso de governadores, que formam um ampla frente de centro-esquerda, o Nordeste desempenhou papel decisivo em defesa da democracia neste ano turbulento que chegou ao fim, aparentemente, em águas mais tranquilas
Assim como em outros momentos da história, o Nordeste, mais uma vez, fez jus ao papel de trincheira dos grandes valores democráticos da Nação. Com um conjunto coeso de governadores, que formam um ampla frente de centro-esquerda, o Nordeste desempenhou papel decisivo em defesa da democracia neste ano turbulento que chegou ao fim, aparentemente, em águas mais tranquilas (Foto: Leonardo Attuch)
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Assim como em outros momentos da história, o Nordeste, mais uma vez, fez jus ao papel de trincheira dos grandes valores democráticos da Nação. Com um conjunto coeso de governadores, que formam um ampla frente de centro-esquerda, o Nordeste desempenhou papel decisivo em defesa da democracia neste ano turbulento que chegou ao fim, aparentemente, em águas mais tranquilas.

2015 entrará para a história como o ano em que a democracia brasileira foi submetida ao seu mais duro teste de estresse. Ao inconformismo de setores derrotados nas urnas nas últimas eleições presidenciais, somaram-se o ativismo de determinadas alas do Poder Judiciário e uma atuação cada vez mais militante – e menos jornalística – de uma imprensa que se assumiu como partido político. O resultado foi um ano perdido entre o interminável debate sobre se haveria ou não impeachment, com graves reflexos na atividade econômica. Muitos apostaram no ‘quanto pior, melhor’ e, nesse jogo, embora a economia tenha sofrido, a democracia resistiu.

Várias razões contribuíram para a vitória da legalidade. Em primeiro lugar, a ausência de fato determinado contra a presidente Dilma Rousseff. Em segundo, a desmoralização do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), desde que foram reveladas suas contas secretas na Suíça – Cunha, como todos sabem, era peça central na conspiração golpista. Mas não se deve subestimar o papel dos governadores nordestinos.

Peça central na resistência foi o paraibano Ricardo Coutinho, do PSB, que, com seus argumentos em favor do respeito às urnas, soube conter o ímpeto de seu próprio partido, influindo na posição de colegas do Nordeste, como o pernambucano Paulo Câmara. Outro governador que também levantou a voz, nacionalmente, foi Flávio Dino, do Maranhão, apontando que impeachment sem base jurídica é golpe.

Da mesma forma, os nomes do PT, como Camilo Santana, no Ceará, Rui Costa, na Bahia, e Wellington Dias, no Piauí, se levantaram pela legalidade, assim como os peemedebistas Renan Filho, em Alagoas, e Jackson Barreto, em Sergipe, e o pessedista Robinson Faria, no Rio Grande do Norte. Todos fazem parte de uma frente de governadores que, cada vez mais, luta para convencer o restante do País de que o Nordeste é uma solução para os problemas nacionais e não um problema – e isso envolve tanto a economia como a política. 

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