O perigo de hoje são as autoridades fora de controle

Será que na Polícia Federal só tem beócios? Trogloditas eu sei que tem. Mas será que além de trogloditas também tem só beócios? Esse delegado Grillo, ninguém para esse sujeito? Aquele que disse que o Lula ia ser preso, mas perderam o timing

Polícia Federal
Polícia Federal (Foto: Eric Nepomuceno)

Esse país está enfrentando uma crise, entre tantas crises, grave.

Estou me referindo à impunidade. Não a impunidade dos corruptos e dos corruptores, não. A impunidade talvez até mais grave, a impunidade dos que abusam, dos escândalos de abuso. A impunidade daqueles que agem sem limite, sem teto.

Por exemplo, essa operação Carne Fraca. O que que é isso? Que irresponsabilidade é essa? Como é que você joga, de repente, baseado em nada? Baseado em duas investigações locais, o resto é escuta telefônica. Escuta telefônica que é mal interpretada.

Será que na Polícia Federal só tem beócios? Trogloditas eu sei que tem. Mas será que além de trogloditas também tem só beócios? Esse delegado Grillo, ninguém para esse sujeito? Aquele que disse que o Lula ia ser preso, mas perderam o timing.

Se a gente for ver direito, esse negócio é de uma irresponsabilidade sem limites.

Agora, também nada acontece por acaso nessa vida. O golpe destruiu a Petrobrás, o golpe destruiu com o apoio da Lava Jato, da Polícia Federal e do Ministério Público a indústria da construção civil, destruiu as pesquisas nucleares do Brasil, e agora, claro, tenta destruir a indústria da carne.

A construção civil, por exemplo: agora há pouco houve uma privatização de aeroportos. Uma das empresas que ganhou – nenhuma brasileira pôde participar – uma das empresas que ganhou um aeroporto é uma alemã que está sendo processada na Alemanha. Só que lá eles fazem assim: eles processam a pessoa física, o responsável. Eles não matam a empresa.

Com esse negócio da Carne Fraca eles podem liquidar o que o Brasil levou décadas para construir, que foi se tornar o maior exportador mundial de carne. Imagina a alegria dos produtores australianos, dos produtores norte-americanos, que agora vão tomar o nosso lugar. O risco é enorme.

E aí vem o Michel Temer e fala qualquer coisa, como um tropeço. E aí vem o chanceler do Michel Temer, o Aloysio Nunes Ferreira, e fala em incidente.

Ninguém fala que na corrupção – que sim, havia – de fiscais da saúde pública, do Ministério da Agricultura no Paraná, eles continuavam agindo porque tinham DOIS padrinhos fortíssimos. Um, um tal Ricardo não sei do que, ministro da Saúde do Temer. E o outro, Osmar Serraglio, aquela figurinha que ocupa o Ministério da Justiça.

Ninguém toma providencia nenhuma, ninguém tem o controle de nada. Ninguém tem o controle, e eu não estou dizendo o controle no sentido de limitar as ações, mas limitar os abusos. Ninguém tem o controle da Polícia Federal, ninguém tem o controle se Dalagnol fala a besteira que quiser.

E quer ver outro sem controle? O ídolo da direita. Aquele provinciano juiz de primeira instância chamado Sérgio Moro.

Como se não bastasse esse camarada ter divulgado para a Rede Globo um diálogo entre a então presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, como se não bastasse esse sujeito ter ordenado uma condução coercitiva – que de fato é uma prisão, você está sendo preso por algumas horas – do Lula, ele resolveu pegar alguém menor, no sentido da dimensão política. Ele pegou um blogueiro, que eu não conheço, chamado Eduardo Guimarães.

Por que? Por que uma condução coercitiva se o cara não tinha sido intimado? Aliás, tinha sido para daqui a não sei lá quantos dias. Isso é uma vingança pessoal do Sérgio Moro, que age sem limite. Ele não é juiz julgador, ele é juiz condenador.

Ele é um abusado, é um arbitrário.

Ele diz que o Eduardo Guimarães não pode ser jornalista. Ele determina até isso agora, quem pode e quem não pode ser jornalista? Eu, por exemplo, não tenho diploma de jornalista, e tenho 52 anos de ofício.

Ele pode ser juiz? Um camarada nessas condições pode ser juiz?

Este é o perigo que pode sufocar o Brasil. A impunidade dos que agem com o poder e sem limites.

Gente como Sérgio Moro.

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