O petróleo é nosso. O lucro é deles

No cerne da crise, mais uma vez está a Petrobras - com sua política entreguista - dirigida por um governo desprovido de qualquer legitimidade e caráter, refém dos mais espúrios interesses não pátrios

No cerne da crise, mais uma vez está a Petrobras - com sua política entreguista - dirigida por um governo desprovido de qualquer legitimidade e caráter, refém dos mais espúrios interesses não pátrios
No cerne da crise, mais uma vez está a Petrobras - com sua política entreguista - dirigida por um governo desprovido de qualquer legitimidade e caráter, refém dos mais espúrios interesses não pátrios (Foto: Henrique Matthiesen)

Gravíssimo o momento político em que a sociedade passa. As boleias caminhoneiras que protestam nas estradas brasileiras trazem à tona o esgotamento do nosso Estado, assim como o pacto federativo, a política econômica e o desenvolvimento que o Brasil adota.

No cerne da crise, mais uma vez está a Petrobras - com sua política entreguista - dirigida por um governo desprovido de qualquer legitimidade e caráter, refém dos mais espúrios interesses não pátrios.

Oras, a história brasileira pretérita é pródiga ao atestar a submissão de nossa classe dominante às questões de soberania e desenvolvimento. Sofremos a patologia de, ao longo do processo de nossa formação, não edificarmos uma elite nacional, mas sim uma casta complexada, através de uma elite dominante refém de suas pequenezas, de suas submissões, e de incompreensões do que é a conceituação de soberania.

Símbolo maior desta luta, a Petrobras, segundo seu desígnio, nasce como detentora da afirmação soberana de nosso povo; afronta diretamente o complexo de inferioridade que acomete nossa classe dominante, e se transforma em objeto odiento daqueles que se prestam ao papel deplorável de aves de rapina de nossa história.

Afinal, foi a Petrobras que levou Getúlio Vargas ao suicídio.

Por outro lado, contemporaneamente, nossas forças progressistas se apequenam em seus guetos segregacionistas, imbuídas de um altivismo de puro analfabetismo histórico, num descompasso com a sociedade e suas angústias.

Identifica-se nesta crise o completo litígio da “esquerda” com um projeto de desenvolvimento nacional, e o papel que a Petrobras pode cumprir na afirmação soberana do nosso país.

Os caminhoneiros nas estradas estão órfãos, tanto da direita que os utilizam para seus interesses muitos dos quais impublicáveis, quanto da esquerda que sofre de miopia e falta de propostas claras para o Brasil.

A política adotada pela Petrobras atende não mais ao povo brasileiro, mas é objeto dos mais malacafentos interesses internacionais, que querem nosso governo de cócoras para se locupletarem de nossas riquezas.

A questão não é somente os preços absurdos dos combustíveis, como não eram apenas os 0,20 centavos das manifestações contra os aumentos das passagens, em 2016. Mas sim o que representa a Petrobras em nossa sociedade e qual o seu papel em nosso desenvolvimento.

A quem interessa essa política da empresa?

A quem serve o seu sucateamento?

O que propõem as esquerdas à Petrobras?

Perguntas que devem ser respondidas.

Autocríticas que devem ser feitas, como por exemplo:

Por que perdemos as ruas?

Por que estamos tão despolitizados?

Por que chegamos a esse caos?

O que vamos propor à nossa sociedade?

Infelizmente se não acordarmos, veremos a direita se perpetuar no poder e a Petrobras ser finalmente destruída.

Porquanto, o Petróleo é nosso, mas seus lucros e seus desígnios, hoje, pertencem às elites internacionais.

Contrapor-se à política deste governo é um ato de afirmação soberana.

Defender a Petrobras das garras das perversas classes dominantes é preservar nosso desenvolvimento pátrio.

Afinal, é urgente reestatizar o governo brasileiro, assim como a Petrobras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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