O PMDB rasga dinheiro?

Estaria o PMDB de fato interessado em se divorciar do governo Dilma (e do PT) e tentar um namoro com Aécio Neves (e o PSDB)? Ou com a dupla Eduardo Campos Marina? Logo agora que tem uma reeleição quase líquida e certa à frente

Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Deu a louca no PMDB?

Na Bahia da minha infância e juventude havia um ditado popular em que se dizia que louco era quem rasgava dinheiro ou quem comia excremento. Sem violentar a sensibilidade dos leitores mais puristas e sem querer faltar com o respeito aos doentes mentais e aos peemedebistas  –  afinal os ditos populares não costumam ser politicamente corretos –,  que eu saiba os partidários dessa importante legenda não andam comendo merda, e, muito menos, rasgando dinheiro. Portanto, é de se supor, não perderam a razão.

Mas qual seria então a razão do PMDB?

Apesar dos detratores dessa nobre agremiação na grande imprensa chamarem-na de “fisiologista”, “carreirista” e outros epítetos ainda menos nobres e honrosos, este é inegavelmente um grande partido que inestimável contribuição tem dado ao Brasil e à democracia brasileira. Não dá para apagar o passado. Mas dá para construir um futuro.

O PT e o PMDB, assim como, gostem ou não os partidários de distintas legendas, o PSDB, o PSB e até mesmo o DEM, enfim os grandes partidos, todos eles, têm importantes e capacitados quadros que valiosas contribuições têm dado na formulação, planejamento, execução e acompanhamento de importantes políticas públicas implementadas nos últimos anos neste país.

Enfim, essa parceria, ao que tudo indica, tem feito bem às duas legendas e ao Brasil. Negar isso seria negar o óbvio e ululante. Seria negar a premissa básica, a improvável cola que dá a liga necessária à junção de agremiações ideologicamente tão díspares. Ou os interesses inconfessáveis e paroquiais estariam falando mais alto e levando essa união à ruína?

Analisemos, pois, para além dos interesses comezinhos e das paixões partidárias, todas as hipóteses e “verdades”.

Se não, por que esse “imbróglio”? Por que o PMDB abriria mão dessa parceria que vem rendendo bons frutos a ambos  – e também, supostamente, como aventei, ao país?

O PMDB estaria mesmo disposto a dizer “deu pra ti” e pular fora do barco? Estaria o PMDB de fato interessado em se divorciar do governo Dilma (e do PT) e tentar um namoro com Aécio Neves (e o PSDB)? Ou com a dupla Eduardo Campos & Marina? Logo agora que tem uma reeleição quase líquida e certa à frente, e ainda a possibilidade de emplacar uma candidatura própria em 2018 com boa probabilidade de vitória?!

Este [o desejo do “the end” e o rompimento] é um pensamento majoritário no partido? Ou, insisto, seria apenas a velha e usual grita de pequenos caciques de paróquia como Cunha, Geddel e Mabel. Esses nomes podem até soar como uma rima ou música aos ouvidos de alguns interesses (e interessados), mas seria uma solução para o partido? Seria esse o caminho a seguir?

Mas isso, cá entre nós, é um problema do PMDB. E do PT.

Nós, eleitores e espectadores, assistimos de camarote a todo esse degradante espetáculo. Como quem assiste a uma lute de MMA ou vale-tudo.

Mas vale tudo mesmo?

Por via das dúvidas, para que não sejamos grosseiros ou indelicados, retomemos a indagação inicial: o PMDB rasga dinheiro?

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

WhatsApp Facebook Twitter Email