O preço da vida

O que difere o Brasil dos demais países do mundo é o negacionismo do governo central

Siga o Brasil 247 no Google News

O Brasil ultrapassou a marca de 100 milhões de pessoas vacinadas contra a Covid-19. Sim, é uma vitória! Por outro lado, quando analisamos melhor os números e percebemos que menos de 15% da população total do país estão, de fato, imunizados com a segunda dose, nos leva a lamentar o ritmo lento com que avança o plano nacional de imunização. Mais triste e revoltante são as últimas notícias em que se comprova negociata com a compra de imunizantes.

A eficácia da vacinação em massa já está mais que comprovada, ao passo que aumenta o número de doses aplicadas cai o número de infectados com a Covid-19 e, o mais importante, cai o número de mortes pela doença. No Brasil, não está sendo diferente. Junho foi, até agora, o mês em que mais se vacinou contra o novo coronavírus e o número de pessoas vacinadas mais do que dobrou em comparação ao mês de maio. Segundo dados do Consórcio de Veículos de Imprensa, a média móvel de mortes por Covid-19 no país já apresenta queda, reflexo direto da vacinação, sobretudo na população acima dos 60, que já recebeu a segunda dose.

O que difere o Brasil dos demais países do mundo é o negacionismo do governo central. O próprio presidente não usa máscara, incentiva aglomerações, descredibiliza a ciência e, agora, vem à tona o suposto pedido de propina para compra de imunizantes. Um dólar por vida? É um preço muito alto para o povo brasileiro.

PUBLICIDADE

Enquanto isso, a CPI da Pandemia - na qual muitos cidadãos depositaram a esperança de se fazer justiça pelas mais de 500 mil vidas ceifadas - tem ido de mal a pior e sua presidência, muitas vezes, parece buscar mais o embate por interesses outros que verdadeiramente investigar as ações do governo no enfrentamento da pandemia e o uso das verbas federais. Um desastre!

É exatamente do meio desse caos político que vemos um movimento ganhar forças nas ruas. Milhares e milhares de pessoas, inclusive de brasileiros que vivem em outras partes do mundo, se unem com o mesmo objetivo: por fim ao governo de trevas. A dor daqueles que perderam seus pais, filhos, amigos e demais entes queridos para a Covid-19, que não tiveram a chance de receber a vacina, é agora o sentimento que move a nação para a mudança. Mudança essa que deve ser pautada pela vida, por mais saúde pública, por uma economia mais sólida, mais emprego e mais oportunidades ao nosso povo.

PUBLICIDADE

O ódio, o extremismo político, essa guerra de direita e esquerda, jamais deve ser nossa bandeira. A história nos mostra que nada de bom pode se esperar do extremismo, seja na sociedade ou na política. É de reações extremas que surgem grandes conflitos, violência e caos. Na política, o extremismo deu origem ao nazismo, ao fascismo e outros regimes autoritários marcados pelo uso da força e pela opressão popular. Sob nenhuma hipótese esse deve ser um caminho para o nosso país. É hora de quebrar qualquer polarização e nos abrirmos ao diálogo, à construção de um projeto de união. Coloco a democracia acima de tudo, porque sem liberdade, sem respeito às diferenças, não se avança como nação. 

PUBLICIDADE

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

PUBLICIDADE

Cortes 247

PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email