O prédio caiu para você também, Michel Temer

Tentando tirar proveito, e da forma mais canalha possível, da tragédia ocorrida em São Paulo, o cidadão que ocupa a presidência da república compareceu ao local onde um prédio pertencente a União, desabou após um incêndio, a fim de prestar a sua solidariedade às vítimas do acidente. É óbvio que Temer está pouco se lixando para aquelas pessoas

Tentando tirar proveito, e da forma mais canalha possível, da tragédia ocorrida em São Paulo, o cidadão que ocupa a presidência da república compareceu ao local onde um prédio pertencente a União, desabou após um incêndio, a fim de prestar a sua solidariedade às vítimas do acidente. É óbvio que Temer está pouco se lixando para aquelas pessoas
Tentando tirar proveito, e da forma mais canalha possível, da tragédia ocorrida em São Paulo, o cidadão que ocupa a presidência da república compareceu ao local onde um prédio pertencente a União, desabou após um incêndio, a fim de prestar a sua solidariedade às vítimas do acidente. É óbvio que Temer está pouco se lixando para aquelas pessoas (Foto: Nêggo Tom)

Tentando tirar proveito, e da forma mais canalha possível, da tragédia ocorrida em São Paulo, o cidadão que ocupa a presidência da república - de forma indevida, diga-se de passagem, como é sempre bom lembrar - compareceu ao local onde um prédio pertencente a União, desabou após um incêndio, a fim de prestar a sua solidariedade às vítimas do acidente.

Cercado por microfones de diversas emissoras de rádio e TV, Michel Temer desfilou toda a sua ausência de noção da realidade e o mal caratismo, que lhes são peculiares. Exercendo a condição de candidato a sua própria sucessão, prometeu dar toda a assistência às famílias atingidas pelo incêndio. Mas, como todo picareta, por melhor que ele seja, sempre deixa rastros por onde passa, Temer caiu no lapso e no laço da própria desonestidade, ao deixar escapar que só compareceu ao local, porque todos sabiam que ele estava em São Paulo e que ficaria muito mal para a sua imagem, se ele não aparecesse para cumprir o seu papel de chefe de estado. 

É óbvio que Temer está pouco se lixando para aquelas pessoas. O seu objetivo ali, era o de apenas cumprir uma formalidade e, quem sabe, conquistar um pouco da popularidade que nunca teve, fingindo possuir algum sentimento altruísta dentro de si. Não deu certo! O povo não é bobo e tratou de mostrar a Temer, que ele não era bem vindo. Aliás, a sua presença provoca tal repulsa, que ele foi alertado por seguranças a deixar o local, por segurança da sua integridade física. 

Entre gritos de: "Golpista" e referências nada honrosas à sua progenitora, sob arremessos de alguns objetos e tentativas de danificar o veículo que o conduzia, Temer rapidamente se evadiu do local. Um tratamento a altura de seu caráter e que deveria ser destinado a todo e qualquer um, que ousasse se aproveitar de uma desgraça para fazer marketing pessoal. Michel Temer provou que não tem escrúpulos. A sua conduta é amoral e apresenta reações adversas a qualquer dose de bom senso. 

Em pronunciamento oficial, em ocasião do dia do trabalho, Temer já tinha ido a TV zombar da cara dos trabalhadores do país. Usando a sua habitual linguística medieval e enchendo linguiça com o enfado característico de seus discursos, Ele parabenizou os trabalhadores, por estarem, assim como ele, trabalhando duro, acordando cedo e se empenhando por um Brasil melhor. Também alertou para o caráter reflexivo, e, não festivo, da data, dizendo que o que se tem a comemorar, é nossa capacidade de trabalho, de resistência e de superação, citando o trabalho perseverante e árduo que o trabalhador rural vem fazendo, durante o período de seu governo, e que tem possibilitado que a comida chegue mais barata à mesa do trabalhador. 

Se eu tivesse que unificar as duas situações, o pronunciamento e a aparição pública de Temer em São Paulo, eu a classificaria tudo como uma grande patifaria. Mas, pensando bem, Temer tem razão. Os trabalhadores não têm mesmo o que comemorar, ao contrário dos grandes empresários adoradores do pato amarelo e dos investidores internacionais. Eles sim, possuem motivos de sobra para estourar champanhes em louvor a capacidade de adaptação do pobre, ao novo sistema escravagista que está sendo implementado e à sua resistência pacífica, diante das perdas de direitos trabalhistas, do aumento pífio do salário mínimo e da tentativa desesperada do governo golpista, em acabar com a sua aposentadoria. 

Assim como o prédio que desabou em São Paulo, o Brasil de hoje também é uma edificação condenada a vir abaixo. As primeiras chamas que começam a surgir, são de responsabilidade de Temer e de seus apoiadores, que riscaram o fósforo da traição e acenderam o fogo do golpismo entre nós. Temer não pode e nem deve sair as ruas, com o seu peito estufado e com sua oratória prolixa, sem que o povo o coloque em seu devido lugar. E o seu lugar, é entre os escombros da história. Um lugar destinado aos covardes e em meio a um fogo que nunca se apaga. 

Queima Temer! 

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