O PSDB está confuso e só a (in) justiça pode parar Lula

Esta semana, Geraldo Alckmin demonstrou fraqueza frente ao seu partido. Ao declarar publicamente que queria a candidatura tucana em 2018, no evento do grupo LIDE, ele demonstra que teme a traição de seu apadrinhado populista, que já aparece em cenários de pesquisas eleitorais. Alckmin mede Dória com a régua tucana: traidores temem ser traídos

Geraldo Alckmin
Geraldo Alckmin (Foto: Guilherme Coutinho)

Esta semana, Alckmin demonstrou fraqueza frente ao seu partido. Ao declarar publicamente que queria a candidatura tucana em 2018, no evento do grupo LIDE, Geraldo demonstra que teme a traição de seu apadrinhado populista, que já aparece em cenários de pesquisas eleitorais. Alckmin mede Dória com a régua tucana: traidores temem ser traídos.

O PSDB está mesmo confuso. Mesmo com a famigerada blindagem que recebem, os nomes de Aécio e Serra se tornaram impraticáveis, e o próprio nome do insosso governador de São Paulo tende a decair ainda mais com a divulgação da delação da Odebrecht. Os criadores se sentem realmente afrontados pela criatura: Alberto Goldman fez questão de criticar publicamente Dória e dizer que ele não era o perfil de candidato do partido. Divididos, temendo e apostando em um mauricinho aficionado com o Lula, cuja a experiência na política se resume a dois meses de um governo municipal questionável, o PSDB já começa a perder a eleição que, durante o golpe, considerava ganha.

Do outro lado da corrida para 2018, temos Lula, que se reafirmou candidato nessa terça. O ex presidente lidera todas as pesquisas eleitorais e mostra cada vez mais que a esquerda não está morta no Brasil. O apoio a Lula só cresce, mesmo sofrendo uma terrível perseguição política/midiática. Eles, com Supremo, com tudo. Lula com o povo e seu legado. O apoio a Lula tende a aumentar: Temer faz um péssimo governo: o país está em crise, direitos são cortados e a sua popularidade só despenca.

Mas assim como o apoio, as perseguições a Lula devem aumentar. Sérgio Moro, que se negou a inocentar postumamente Dona Marisa, o intimou, para ouvi-lo sobre o tríplex em Guarujá. Já conhecemos bem o perfil de Moro e da lava-jato (três anos e nenhum tucano indiciado),e sabemos que ele não precisará de provas. Convicção e um power point podem servir-lhe bem. Mas nem mesmo Moro pode (sozinho) parar Lula. Precisaria ainda de uma condenação em segunda instância, pela Justiça Federal. Seria um absurdo. Mas este é o país do golpe. Pode acontecer. O povo precisa reagir (com muito mais impulso que no momento do golpe).

Ainda existem outros candidatos, é verdade. Tem o fascista do partido cristão e a traidora que não sai de cima do muro. Mas acredito que ambos têm um teto de votos que, mesmo se somados, não farão sombra a Lula. Com os tucanos se bicando entre si, só mesmo uma sequência de atrocidades de nossa (in) justiça pode comprometer a vitória petista. Caso contrário, é Lula lá. De novo!

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