O pulha mor: o deus, a família, as lágrimas e o ódio de Eduardo Cunha

Cunha fingiu que chorou, mas o que fingiu não passa de demonstração de derrota e de fracasso do golpista. Mais um que se amontoa como cadáver do golpe contra a República. Uns já foram, outros virão, até chegar ao golpista ficha-suja Michel Temer

Presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em coletiva de imprensa, em Brasília 05/05/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em coletiva de imprensa, em Brasília 05/05/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Dom Orvandil)

Amigo Técnico Eletrônico Jorge Luiz Ferraz, Mairinque, SP

Eduardo Cunha renunciou a presidência da Câmara dos Deputados, para a qual se elegeu e se manteve sob muita chantagem, corrupção e sujeira.

Primeiro o pulha agradeceu a deus pela eleição para presidir a Câmara do "meu país".

Que deus, que país?

O deus do Eduardo Cunha não tem nada a ver com o Deus de Jesus. O deus dele é o mesmo de religiosos como Silas Malafaia, Marcos Feliciano, este nutre por Cunha uma admiração romântica impressionante, como o pastor "estrupo" Everaldo, Jair Messias Bolsonaro, os das bancadas evangélica, da bala, do boi e da bala.

O deus safardana de Cunha é o mesmo do mercado, aquele dos negócios e dos lucros a qualquer preço. Deu lucro é o que importa. Não importa a ética nem as referências com o bem comum. Aquele que pensa que o "meu país" é apenas uma feira onde os safados negociam a alma do povo brasileiro.

O deus a quem Cunha agradeceu é o mesmo das guerras, invocado pelos sacerdotes e pastores que abençoam as armas que matam inocentes e oprimidos. Por isso o pulha mor viajou a Israel para apoiar o bandido que usa o estado nazista para destruir os direitos dos palestinos, o primeiro ministro (e último na condição humana), Benjamin Netanyahu.

Este deus facínora é o do fundamentalismo que nega os direitos dos gays, dos homossexuais, dos negros, dos indígenas, dos pobres e dos comunistas.

Esse lixo cultural, que Cunha chama de deus, nada mais é do que o ego da classe dominante e dos mais desumanos, projetado no altar como maamon ganancioso do sangue e das riquezas arrancadas das vítimas exploradas.

Ah, a família de Cunha, composta pela esposa e pela filha. A família dele que alega ser perseguida com o objetivo de atingi-lo. Como dizia o bordão daquele programa humorista: "ah, coitado".

Ora, ora, ora, "a minha família". Pois a família do pandilha ex-presidente da Câmara nada mais é do que duas mulheres ricas graças a propinas e roubos do dinheiro público. São mulheres investigadas pela prática do crime de abertura e uso de contas no exterior e gastanças de recursos que faltam aos pobres, doentes e desvalidos brasileiros, assaltados por desonestos brancos em plena súcia com os males feitos, no atentado ético à decência e ao sentido coletivo da economia.

A alegada família para esse tipo de gente torna-se o resumo da humanidade como o grupo "merecedor" e centro privilegiado de todas as benesses que faltam em forma de direito para milhões de outras, principalmente para as famílias dos trabalhadores.

Pois, pois, como gente da espécie do golpista gosta de engambelar com essa história de família. Veremos daqui a uns dias quando essa trupe chocar na prisão que família sobrará daí.

As lágrimas do ator e desmazelado? O deputado Jean Wyllys definiu o choro dele como teatralização de péssima qualidade e mau gosto. As lágrimas do bufão são, portanto, pura intenção de se fazer de vítima, perseguido pela sujeira que fez ao encaminhar o golpe contra a Presidenta Dilma, o mentiroso impeachment.

Bolas, quem perseguiu quem? O atorzinho de pior qualidade perseguiu a Presidenta Dilma com mentiras, com pautas bombas, com conservadorismo e fundamentalismo jogados na cara do povo brasileiro, prejudicando o País com repercussões de alto teor destrutivo por muitos anos no futuro.

Cunha fingiu que chorou, mas o que fingiu não passa de demonstração de derrota e de fracasso do golpista. Mais um que se amontoa como cadáver do golpe contra a República. Uns já foram, outros virão, até chegar ao golpista ficha-suja Michel Temer.

Sua menção ao impeachment como o maior serviço prestado ao povo brasileiro por derrubar a Presidenta Dilma e o PT é confissão de culpa de que o fez por vingança e por ódio. Com isso ajuda a desvelar o golpe como a maior indecência que grupos plenos de podridão agem imoralmente para destruir a frágil democracia e extinguir o mínimo de conquistas de nosso povo.

Eduardo Cunha é, com o deus dele, com sua família, suas lágrimas de crocodilo e com o seu ódio a maior demonstração do rebaixamento político e do ao Brasil que se vive nessa conjuntura.

Ao lado do eticamente desvalido se perfilam Aécio Neves, Michel Temer, José Serra, Ronaldo Caiado, Romero Jucá, Gilmar Mendes, Fernando Henrique Cardoso, Henrique Meireles, os 367 deputados e os senadores arquitetos do impeachment, que receberam dólares estadunidenses para colaborar com o golpe e os cinquenta milhões do orçamento nacional "doados" por Michel Temer a eles pelos serviços prestados à destruição da democracia, como denunciou a Senadora Kátia Abreu no seu memorável discurso na CEI do Senado.

Enfim, há sinais de tombar o ser o humano mais abjeto que participa da infernal engenharia de destruição do Brasil, coisa de dar inveja aos donos da Samago, ainda que haja suspeitas de que tudo isso é arranjo dos golpistas temendo a vingança de Eduardo Cunha nas delações, se for preso.

O cínico fundamentalista só desilude os maus e os inocentes que marcharam pelas ruas do Brasil empunhando cartazes com sua foto e com o slogan "somos milhões de Cunha".

Os meus votos são os de que lágrimas de verdade sejam jorradas por Cunha, sua família e por todos os praticantes dos males feitos contra nosso povo brasileiro, já muito sofrido, roubado e enganado.

Os meus votos não são de vingança, valor baixo esse que só pertence a pessoas rasas e mesquinhas como o que acabou de chorar e de dar espetáculo no Salão Verde da Câmara.

Que chorem de verdade os maus e injustos e que sorriam os combatentes da justiça social e da democracia!

Que lamente o usurpador que bebeu os vinhos mais caros, comeu as comidas nos restaurantes luxuosos do mundo, que se hospedou nos hotéis nababescos, que permitiu à sua mulher gastar o dinheiro desviado em sapatos de alto custo enquanto milhões dos nossos irmãos brasileiros não têm o que comer, onde morar nem calçados dignos para seus pés feridos.

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