O que está em jogo é o desmonte do Brasil

"A maior operação midiática, judicial, policial, que o Brasil ja conheceu, de caráter totalitário, de manipulação, contra o Lula e o PT, o que visa é esconder a monstruosa destruição do Brasil como país e sua redução às estreitas margens do mercado", diz o colunista Emir Sader; "O tipo de país que se quer destruir está ligado indissoluvelmente a quem comandou sua construção como pais menos injusto, mais democrático, soberano", prossegue Emir; "Deixar o Lula livre é deixa-lo com o poder da palavra, do contato direto com o povo. Prendê-lo traz o risco das reações populares, além de que em algum momento ele sai, ainda maior do que entrou"

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lula (Foto: Emir Sader)
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A maior operação midiática, judicial, policial, que o Brasil ja conheceu, de caráter totalitário, de manipulação, contra o Lula e o PT, o que visa é esconder a monstruosa destruição do Brasil como país e sua redução às estreitas margens do mercado. Nunca houve tantas suspeitas sem comprovação, convicções sem provas, campanhas diárias de tentativas de redução do maior líder da história politica do pais e do partido popular mais importante da historia do Brasil a episódios de crônica policial.

Servem para desviar a atenção dos maiores crimes que se cometem contra o Brasil, contra o patrimônio publico, contra as políticas sociais, contra os direitos dos trabalhadores, contra a soberania do Brasil como pais. Enquanto se liquida a Petrobras, fatia a fatia, para os grandes grupos internacionais da energia, enquanto se compromete o futuro do pais, legislando de maneira cruel contra as políticas e os direitos sociais dos brasileiros, enquanto se tenta revogar os direitos históricos dos trabalhadores, enquanto se tenta conter a inflação excluindo o mercado pelo desemprego a milhões de trabalhadores – se realiza uma operação de manipulação e desvio da atenção da população, para acusações tão reiteradas quanto sem provas contra o Lula.

Enquanto se destrói o pais, se tenta destruir a imagem publica do maior líder político do pais.  Ambos estão associados indissoluvelmente. O tipo de país que se quer destruir está ligado indissoluvelmente a quem comandou sua construção como pais menos injusto, mais democrático, soberano. Conforme acusam o Lula sem provas, reiteradamente, e ele se reúne com o povo nas ruas, eles se dão contra que o povo conhece o Lula, confia nele, reconhece nele o responsável político pelo pais melhor que todos viveram. Então podem apelar, uma vez mais, para a prisão, arbitraria, como na vez anterior.

Naquela sexta feira de fevereiro deste ano Lula amanheceu como preso politico e terminou o dia com 10 minutos no Jornal Nacional. Deu errado a operação midiática do juiz fascista e fantoche dos EUA. Se arriscarão de novo? Deixar o Lula livre é deixa-lo com o poder da palavra, do contato direto com o povo. Prendê-lo traz o risco das reações populares, além de que em algum momento ele sai, ainda maior do que entrou.

Lula deve falar ao povo, ao país, ao mundo, dizendo de que não se trata de acusações sem fundamento, apenas, de reiteradas campanhas de difamação, mas do desmonte do pais. E desmontar o pais significa, ao mesmo tempo, tentar acusar, condenar, prender, quem representa esse país. As acusações fazem parte dessa operação. Destruir o país e deixar livre quem, aos olhos do povo, é a própria imagem desse pais, seria permitir que essa denuncia seja veiculada pela voz mais qualificada para fazê-lo.

Disso se trata: se está desmontando o pais e se requer destruir a imagem de quem representa, melhor que qualquer outro, a esse país.  

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