O que há de novo em nomear mulher e ex-mulher no governo?

A pergunta é para quem ajudou a eleger Jair Bolsonaro como presidente e com ele o ignoto Coronel Marcos Rocha governador de Rondônia. Em campanha diziam: “eu sou ele, ele sou eu”

A pergunta é para quem ajudou a eleger Jair Bolsonaro como presidente e com ele o ignoto Coronel Marcos Rocha governador de Rondônia. Em campanha diziam: “eu sou ele, ele sou eu”.

A vontade de renovação/mudança foi o principal motivo apontado por entrevistados pela Datafolha às vésperas da eleição.

Nomear parentes e amigos, todos sabem, é prática antiga, imoral e difícil de combater.

Os freios não funcionam e a sociedade se acostuma com nomeações que ignoram o critério técnico, fundamental ao bom funcionamento da máquina administrativa.

E a mudança como fica?

Não fica.

Afinadíssimo ideologicamente com Bolsonaro, no primeiro dia do ano o governador de Rondônia nomeou a esposa Luana Nunes de Oliveira Santos como Secretária de Estado da Assistência e do Desenvolvimento social.

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É costume, dizem por aí.

No último dia 11, Marcos Rocha nomeou também a ex-mulher, Irani Marques de Albuquerque como diretora adjunta da Policlínica Oswaldo Cruz.

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Ela tem um filho com o coronel da reserva da Polícia Militar e este blog confirmou por meio de dados da justiça eleitoral.

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Quando Bolsonaro anunciou numa rede social o amigo Carlos Victor Guerra Nagem para o cargo de gerente-executivo de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras, escreveu e apagou que “a era do indicado sem capacitação técnica acabou”.

Depois, tirou onda com os que esperavam o que o presidente prometeu em campanha: “Peço desculpas à (sic) grande parte da imprensa por não estar indicando inimigos para postos em meu governo!”

Michele Bolsonaro, mulher do presidente emplacou a amiga, Priscila Gaspar, na Secretaria Nacional da Pessoa com Deficiência, subordinada ao Ministério dos Direitos Humanos.

Nomear amigo já rendeu a maior dor de cabeça de início de mandato presidencial que se tem notícia.

A sociedade cobra explicações de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que segundo o Coaf movimentou de forma suspeita R$ 1,2 milhão em sua conta.

Até dinheiro ele depositou na conta da mulher de Bolsonaro, R$ 24 mil.

O presidente se limitou a dizer que emprestava dinheiro pra Fabrício e que apenas “sabia que ele fazia rolo”.

Queiroz não se explicou até hoje, se diz impossibilitado de prestar depoimento formal, apesar de ter sido flagrado dançando em vídeo no hospital que está internado.

A filha dele, Nathalia Melo de Queiroz, que até novembro de 2018 esteve lotada no gabinete de Jair Bolsonaro também não prestou depoimento.

Nathalia era conhecida como ‘personal trainer’ no Rio de Janeiro, mas teve presença integral atestada durante os dois anos em que esteve lotada no gabinete de Jair Bolsonaro como deputado.

Coisa de amigo, já que não tem lógica assessoria parlamentar em academia.

Nomeações por critério de amizade e mais ainda por parentesco, desafiam a moralidade pública.

Nomeou porque é amigo, filha do amigo, mulher e ex-mulher.

E não tem nada de ‘novo’ nisso.

Tomara que Marcos Rocha não venha a dizer que os problemas de Bolsonaro por nomear pessoas próximas são dele e vice-versa.

Por bom senso, melhor já ir se acostumando às cobranças do desempenho da mulher e da ex-mulher nas funções que foram nomeadas.

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