O significado de Ricardo Coutinho à frente da Fundação de estudos do PSB: haja mais resistência com sabedoria tática

Enquanto Brasília reproduz uma série de fatos e medidas desencontradas e de recuos estratégicos preocupantes no Governo Federal, num dos seus espaços geográficos eis que o Partido Socialista Brasileiro atrai as atenções para a posse do ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, na presidência da Fundação João Mangabeira – entidade de estudos políticos do PSB

O significado de Ricardo Coutinho à frente da Fundação de estudos do PSB: haja mais resistência com sabedoria tática
O significado de Ricardo Coutinho à frente da Fundação de estudos do PSB: haja mais resistência com sabedoria tática (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Enquanto Brasília reproduz uma série de fatos e medidas desencontradas e de recuos estratégicos preocupantes no Governo Federal, num dos seus espaços geográficos desta quarta-feira de janeiro eis que o Partido Socialista Brasileiro atrai as atenções para a posse do ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, na presidência da Fundação João Mangabeira – entidade de estudos politicos do PSB.

Em tese nada demais se apresenta à frente mas, pelo perfil do líder socialista paraibano é presumível admitir que a nova fase da Fundação vai povoar o partido e o País de muitos provocações conceituais sobre a conjuntura brasileira como não havia.

ANTES DE TUDO

Podem anotar que, pela primeira vez as teses socialistas sem emprego de armas vão tomar conta do debate nacional quem sabe construindo uma espécie de contra-ponto ao conteúdo e estratégia que foi assumida majoritariamente pelo PT, Lula e a companhia.

Não é que haverá enfrentamento de teses ao petismo, muito pelo contrário, entretanto os exemplos exitosos do PSB no País- vide a Paraíba, Espírito Santo, Pernambuco, etc – vão ganhar o País diante de uma exposição tática que somente tem perspectiva de êxito por quem sabe fazer e tem coerência ideológica.

O CASO RC

No PSB de agora e de antes levando em conta as fases Miguel Arraes/Eduardo Campos, nenhum líder socialista ofertou ao processo político do Pais a coerência ideologica oferecida por Ricardo Coutinho que, em todos os momentos de crise esteve defendendo o apoio do partido contra o Golpe e a favor do PT, de Lula e de Dilma.
Mesmo quando Eduardo Campos em.2013 pactuou com Aécio Neves para derrotar o PT já ali o então governador Ricardo Coutinho se opunha à tese e defendia Dilma Rousseff, mais recentemente Lula e sua Liberdade.

Recentemente, RC fechou seu primeiro ciclo político na Paraiba derrotando as reminiscências das oligarquias políticas- Cássio Cunha Lima, José Maranhão, etc – impondo pelo voto um governo popular e socialista na distribuição de políticas e de bens sem uma bala se quer. No convencimento e saldo de gestão.

NOVO PSB?

É possível que ao final da gestão de Ricardo o Brasil saiba mais que, além do PT, há outra referência de socialismo de resultados pelo carimbo político do PSB.

Certamente a Fundação não será mais a mesma diante de prováveis muitas provocações conceituais, políticas e ideológicas apontando uma alternativa de projeto para o Brasil democrático e popular.

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