O último mito da direita e o único mito da esquerda

Mitológico somos nós, o povo, que perde a realidade e mergulha no falseamento dos insistentes heróis retóricos

O panorama nacional é paradoxal, e fatos graves são transmutados em insignificâncias - tudo que ocorre em relação à nova governança que vem dando as cartas no Palácio do Planalto; é sui generis. Desviar o foco das últimas notícias que abalam as estruturas daqueles que não se coadunam com o ilícito: Virou mote.

E óbvio que a valorização dos erros se faz necessária no cenário calamitoso de então, classificados como meros acidentes de percurso. Qualquer atalho se torna caminho neste “desgoverno”. A política do antipetismo se transformou na gerente principal da vida dos chamados “bolsominions”: brasileiros que prezam a doutrina bolsonarista, que surgiu nos bastidores do golpe de 2016.

Classificar é um dos atributos humanos, o Homem gosta de agrupar e nomear as coisas, as pessoas; além do que sempre foi tendencioso em seus julgamentos sócio-políticos, bem dizia Rui Barbosa “Não se deixem enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem”.

As vozes da liberdade estão sem som, e sem o tom. E quem será nosso Guilherme Carle? espero em Deus que não seja um Homem pronto a ser decapitado, como fora o herói do medievo.

A Jacquerie inicialmente foi um movimento espontâneo, mas que rapidamente evoluiu para uma contestação aberta aos nobres: ocorreu na Idade Média, por volta de 1358, e representou historiograficamente um momento atípico de sublevação camponesa diante da exploração advinda do senhorio. O povo sempre fora sufocado, aniquilado, e então agora "lemos" as fontes e elas nos garantem a existência de um morticínio em Meaux, nos arredores de uma Paris medieval: Trezentos nobres deram cabo de 7.000 Jacques.

O número de jacques era de nove mil, porém a falta de estratégia militar trucidou sete mil integrantes desta notória rebelião do campesinato. Ao assumir o trono logo após o esvaziamento desta revolta francesa, Carlos V, mandou construir a Bastilha; Bastilha que só iria ser derrubada quatro séculos depois.

E quem será o último mito da direita? Quem sabe o ministro da justiça, pois é, como dizia Luciene Febvre: A história é filha do seu tempo e no último domingo, dia 30 de junho as ruas do Brasil assistiram a um espetáculo à lá Carnaval de Olinda, com seus tradicionais bonecos gigantes – o diferencial é que este folclore é cultura genuinamente louvável.

Mitológico somos nós, o povo, que perde a realidade e mergulha no falseamento dos insistentes heróis retóricos, como por exemplo Carlos Lacerda.

Não adianta achar que tudo vai parar no dia que o Lula tiver enfarte. É bobagem porque o meu coração baterá pelo coração de vocês e são milhões de corações., este fragmento do discurso proferido historicamente no dia 07 de abril de 2018; frisa o quanto LULA pode se tornar não o último, mas o único mito da esquerda no Brasil.

Drogas em aviões militares, situações irregulares lá e cá em um país decorado de mentira, e condecorado de desemprego nos remetem, aos anos mil e setecentos do século XVIII, quando houve uma Revolução burguesa, porém representativa no que tange a mobilidade social, contra a desfaçatez de uma casta absolutista e "esfomeada" de croissant e perucas.

A investigação que se realiza através de mídias supra fidedignas não são de suma importância para a mentalidade anacrônica que foi gerada em fornos neoliberais com focos dentro e fora da República - uma injustiça parcial e uma diabólica doutrina (que prega um Deus abençoador de armas) contraíram núpcias e poderão parir (a revelia) uma sociedade que no futuro substituirá as palavras por "flexões". 

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