O vereador da República

"Carlos não é apenas o filho problemático do presidente ou um vereador obscuro na capital fluminense, ele é o operador das redes sociais do presidente, é, portanto o mais influente e perigoso político palaciano", afirma o advogado Pedro Maciel

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Ninguém duvida do poder que Carlos Nantes Bolsonaro exerce sobre seu pai, o Presidente Jair Messias Bolsonaro. 

Carlos não é apenas o filho problemático do presidente ou um vereador obscuro na capital fluminense, ele é o operador das redes sociais do presidente, é, portanto o mais influente e perigoso político palaciano. Tão perigoso quanto Carlos apenas Sergio Moro, cujo projeto de poder já está nu em praça pública.

Quando afirmo que, por ser o operador das redes sociais do presidente, Carlos é o mais influente e perigoso político palaciano, o faço porque sabemos que a comunicação pública mudou enormemente e, atualmente, quem quer se fazer visível e audível deve usar as redes sociais disponíveis. Sem o uso eficaz desses espaços virtuais de relacionamento e comunicação não há existência, aliás, essa tecnologia ultrapassou a política. Ou, como diz Bauman, quem deseja participar da realidade deve estar on-line.

E a realidade das redes sociais não tem nenhum compromisso com a verdade, essa é a tal Pós-verdade, situação na qual, na hora de criar e modelar a opinião pública, os fatos objetivos têm menos influência, importância que os apelos às emoções e às crenças pessoais. É o que Carlos Bolsonaro, vereador da república e ministro do Gabinete do Ódio faz, tendo como vice-ministro Filipe Martins, discípulo de Olavo de Carvalho, cria e modela a opinião pública a partir de suas emoções, crenças e convicções, sem nenhum compromisso com a verdade.

O método utilizado pelo gabinete do ódio é - como escreveu Thais Oyama no livro Tormenta -, “... o ataque abaixo da linha da cintura. Não se deve combater o oponente com ideias, (...), mas com investidas destinadas a desmoralizá-lo”. 

O Gabinete do Ódio não debate ideias, porque não as tem, tem crenças e convicções; Carlos Bolsonaro, e o pequeno exército de irresponsáveis lotados em seu “ministério”, não busca discutir para provar que o adversário está errado, mas para destruí-lo psicologicamente, socialmente e economicamente. 

A tal “nova política” é nada além de uma patifaria intelectual para uso de patifes como Carlos Bolsonaro e outros tantos seguidores do método proposto pelo guru da Virginia.

O que fazer contra uma retórica sem compromisso com a verdade, mas com a destruição?

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