O x da questão

O que importa aqui é provocar o Supremo Tribunal Federal, para que a ministra Carmem Lúcia e seus pares se manifestem sobre a legitimidade ou não de todo o processo que culminou com a sentença do juiz Moro, reafirmada e ampliada por seus amigos do TRF-4 contra Lula

O que importa aqui é provocar o Supremo Tribunal Federal, para que a ministra Carmem Lúcia e seus pares se manifestem sobre a legitimidade ou não de todo o processo que culminou com a sentença do juiz Moro, reafirmada e ampliada por seus amigos do TRF-4 contra Lula
O que importa aqui é provocar o Supremo Tribunal Federal, para que a ministra Carmem Lúcia e seus pares se manifestem sobre a legitimidade ou não de todo o processo que culminou com a sentença do juiz Moro, reafirmada e ampliada por seus amigos do TRF-4 contra Lula (Foto: Celso Raeder)

O Partido dos Trabalhadores e os advogados que respondem pela defesa do ex-presidente Lula estão caindo, como bobos, no jogo montado pela mídia golpista. Gente tarimbada e experiente na lida política, de uma hora para outra se vê enredada nas teias da manipulação, aceitando passivamente que uma luta em busca da justiça e da verdade, se transforme num simples embate sobre a possibilidade de Lula disputar ou não a presidência da República. Dane-se as eleições! O que importa aqui é provocar o Supremo Tribunal Federal, para que a ministra Carmem Lúcia e seus pares se manifestem sobre a legitimidade ou não de todo o processo que culminou com a sentença do juiz Moro, reafirmada e ampliada por seus amigos do TRF-4.

Garanto que Lula não está nem um pouco preocupado se vai para a prisão, ou se terá negado o registro para disputar as eleições de 2018. O que ele quer é apenas JUSTIÇA! E isso só ocorrerá quando os ministros do STF agirem como magistrados, debruçando-se sobre os autos do processo, coisa que os preguiçosos desembargadores do TRF-4 não fizeram. Quais as provas inequívocas de que Lula é o proprietário do tríplex do Guarujá? O que há de achismo e de convicção em todo esse processo, para condenar o ex-presidente a 12 anos de reclusão?

Sem tratar do principal, qualquer opinião a respeito da inelegibilidade ou da validade ou não da prisão após condenação em segunda instância, não passa de cocô de cabrito. Não é isso que tem de ser discutido nesse momento. Os advogados Ronaldo Zanin e, agora, Sepúlveda Pertence, precisam corrigir imediatamente o rumo desse processo, cuja celeridade e atropelo do TRF-4 já bastariam para se propor sua nulidade.

Eleitoralmente, é claro que o povo quer saber se contará com seu candidato preferido nas urnas. Mas esse eleitor é, acima de tudo, um cidadão consciente das injustiças que estão sendo cometidas contra o presidente Lula. E entre o voto e a justiça, a preferência de milhões de brasileiros que já entenderam o que está se passando nesse país, é que Lula seja devolvido ao comando do país, com seu nome limpo e honrado.

Lula não cometeu crime algum para tentar disputar as eleições sub judice. Lula não pode pegar 12 anos de prisão por posse de um imóvel que, amplamente comprovado, não lhe pertence. Antes de dizer que "político ficha-suja é irregistrável", o ministro Luiz Fux será obrigado a dizer se Lula está tipificado nesta alegação, com base naquilo que se verificou nos autos do processo. Ele, e todos os ministros que, estranhamente, não avançam sobre os processos da Lava Jato sob suas responsabilidades. Fora disso, é proselitismo.

O debate sobre prisão para condenados em segunda instância, no caso do ex-presidente Lula, é totalmente atípico e reabre a necessidade de discussão da matéria no Supremo Tribunal Federal. De tão absurdo que foi todo esse processo, forjado em convicções e delações verbais sem qualquer materialidade comprobatória, fica muito claro a possibilidade de indução a erro do Judiciário, sepultando carreiras e reputação de pessoas que podem ser inocentes.

Sempre vale lembrar o que ocorreu com o então prefeito de Campinas, Dr. Hélio de Oliveira Santos, que está inelegível por oito anos por causa de uma lei que nem lhe afetaria, já que sequer foi considerado réu pelas denúncias oferecidas pelo Ministério Público local. O melhor prefeito da cidade, cotado entre os favoritos para governar o estado de São Paulo, acabou abatido em pleno voo pela máquina poderosa do PSDB de Geraldo Alckmin.

Não tenho dúvidas de que farão o mesmo com Lula. A menos que não se deixem levar pela manipulação da mídia, que transformou uma luta pela justiça num mero embate judicial de caráter eleitoral. O Partido dos Trabalhadores, seus deputados, senadores e dirigentes não podem cair nessa cilada. O que está mobilizando milhões de brasileiros a favor do ex-presidente é o desejo de justiça. Disputar as eleições é periférico.

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