ONU gerou capa de Lula na Time e desmoralização da Lava Jato

"Revista fez jornalismo competente sobre a decisão da ONU, segundo a qual Lula foi vítima escancarada de lawfare", escreve César Fonseca

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Lula (Foto: Reprodução/Time)


Por César Fonseca 

Olhaí a bola cheia do candidato Lula produzida pela Operação Lava Jato, conduzida pelo falsário Sérgio Moro, desmoralizado pelo STF, que o condenou juiz parcial; é claro que a mídia internacional repercute fatos e não fake News; a Times não deu o vexame da imprensa conservadora brasileira, escondendo o fato, no primeiro momento, e só acordando depois, diante da repercussão mundial; simplesmente, a revista fez jornalismo competente sobre a decisão da ONU, segundo a qual Lula foi vítima escancarada de lawfare por parte do agente do Departamento de Justiça(DoJ) recrutado por Tio Sam para impedir candidatura lulista em 2018; mais uma vantagem lulista sobre Bolsonaro, que temendo derrota cria confusão para melar eleição, colocando culpa na legislação eleitoral.

A manobra lavajatista teve endereço certo, segundo pesquisa minuciosa do grupo Perrogativas, formado por competentes advogados; estes concluíram que o alvo da Lava Jato era: 1 - detonar Lula, inviabilizando sua volta democrática ao poder; 2 - implodir Petrobrás, desnacionalizando-a e 3 - desarticular a infraestrutura econômica e financeira construída em torno do agente do desenvolvimento nacional que se constitui, na prática, a Petrobrás, responsável por puxar demanda global por meio de cadeias produtivas integradas, responsáveis pela industrialização brasileira desde sua criação por Getúlio Vargas; resultado prático do desmonte, concluído pelo Prerrogativas: prejuízo econômico de R$ 142 bilhões e 4 milhões de desempregados.

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DESMONTE NEOLIBERAL 

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LAVAJATISTA INFLACIONÁRIO

Com a privatização das refinarias e ativos ultra valorizados da Petrobras a preços de banana, as empreiteiras nacionais foram jogadas para o alto, dando lugar às empresas privadas internacionais, que faturam, agora, as importações dos derivados de petróleo refinados no exterior, cotado em dólares; a dolarização da política de paridade de preços de importação(PPI) favorece, hoje, mais de 400 empresas importadoras de combustíveis, enquanto ficou para a Petrobrás, apenas, exportação de óleo bruto, isenta do pagamento de imposto de renda; a tragédia resultante da Lava Jato, como todos podem perceber, é a disparada da inflação; os preços dolarizados são internalizados, levando, consequentemente, o Banco Central Independente(BCI) a puxar a taxa de juros para combater alta incontrolável dos preços.

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Eis o mecanismo neoliberal perverso gerado pela manobra americana, com o golpe de 2016, em parceria com a elite antinacional vendilhã da pátria  para detonar 1 – Lula como candidato popular, 2- as empresas nacionais prestadoras de serviço à gigante petroleira, 3 - os empregos qualificados e capacitados ao desenvolvimento científico e tecnológico, 4 - a industrialização ampla das matérias primas para agregar valor ao produto nacional, 5 - a inflação impulsionada pela liberação completa de tarifas públicas, como arma desnacionalizante, 6 - a fome ampliada pelo desemprego e arrocho salarial, 7 - a desigualdade social e 8 - desnacionalização acelerada por meio da fragilidade cambial consequente à privatização. 

ESTRATÉGIA DE TIO SAM

Portanto, a capa da Time com Lula guarda um rosário de causas destrutivas do país, que, ainda, não foram suficientes para acordar os ingênuos alienados defensores do moralismo falso que está por trás da Lavajato; os que não sabem do que estão falando, por falta de informação, deveriam ler, urgentemente, o livro dos franceses Frederic Pierucci e Matthieu Aron, "Arapuca estadunidense - uma lava jato mundial", Kotter Editorial; feito isso, perceberiam a estratégia americana de internacionalizar a jurisdição dos Estados Unidos para pegar, não só nos Estados Unidos, mas em todo o mundo, as empresas nacionais que fazem concorrência às empresas americanas, levando-as ao julgamento pela justiça do Tio Sam, graças ao conceito jurídico de extraterritorialidade, usando a legislação famosa, FCPA; por meio dessa legislação imperialista, empresas que fazem negócio com o Império são submetidas às leis imperialistas; ao cair nas garras de Tio Sam são submetidas, pelos procuradores americanos - e pelos procuradores agentes espalhados pelo mundo, recrutados pelo DoJ, como é o caso de Sérgio Moro e cia ltda - aos interrogatórios, às delações premiadas e, principalmente, às multas absurdas recolhidas ao tesouro americano.

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DESCAPITALIZAÇÃO AMPLA DOS 

CONCORRENTES DA AMÉRICA

Submetidos ao imperialismo jurídico americano, os concorrentes se descapitalizam, seguidamente; é dessa forma que se fragilizam econômica e financeiramente, para dar espaço às concorrentes americanas; a FCPA lastreia todas as sanções comerciais impostas por Washington, sendo a principal delas, no momento, a que baixou para tentar anular Putin, na Rússia; o imperialismo jurídico americano foi exercido à larga contra a Petrobrás, sangrando-a mediante delações e multas bilionárias, para favorecer acionistas minoritários da estatal petroleira, cujas consequências são prejuízos aos consumidores afetados pela política de preços imperialista, que se torna mais agressiva, ainda, com o desenrolar da guerra da Ucrânia; Putin está conseguindo reverter, relativamente, esse jogo, mudando, soberanamente, as regras monetárias nas relações de troca; sua estratégia de resistente passou a ser a de colocar preço em rublo nas mercadorias russas exportadas; portanto, a história da capa da revista americana, que destaca Lula, precisa ser investigada pelos ingênuos lavajatistas brasileiros que sonham com a candidatura de Moro como terceira via; se isso acontecesse, o Brasil aceleraria sua condição de colônia do império americano, de forma irreversível.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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