Os 4 pilares que sustentaram as eleições 2018

Os brasileiros não podem transformar o processo eleitoral legítimo da democracia numa batalha medieval de classes sociais, da qual o preço da vitória seja a custa do sangue de bárbaros de qualquer um dos lados

Os 4 pilares que sustentaram  as eleições 2018
Os 4 pilares que sustentaram as eleições 2018
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Faltando poucos dias para o dia D das eleições 2018, peculiaridades se perfazem como 4 grandes pilares que movimentaram tanto o programa eleitoral gratuito, como a campanha feita nas redes sociais.

Podemos listar esses 4 pilares por ordem cronológica:

1- Fake News: Essa foi sem dúvida as eleições da viralização das chamadas fakes news, com a prerrogativa do "direito de resposta" nos locais onde foram publicadas.

2- Cyberbullying: Muita gente recebeu, compartilhou ou até deletou vídeos, memes, fotos ou montagens de qualquer espécie que denegrisse a imagem de candidatos a cargos eletivos, principalmente dos opositores aos seus. Uma prática já velha conhecida dos internautas que usam as redes sociais, para atazanar a vida de parentes, amigos e/ou conhecidos.

3- Infidelidade partidária: Foi também uma enorme característica dessas eleições, como nunca dantes havia acontecido. Não obstante candidatos proporcionais pediam votos para amigos, parentes ou simpatizantes a cargos majoritários de outras legendas. Mas nessas eleições, aconteceu também o inverso. Candidatos majoritários foram pegos pedindo votos para os proporcionais e pasmem! Muitos de outros partidos sem ser o seu. O mais grave? Foi candidato ao Senado de partido de direita, visto em comícios, reuniões ou eventos com candidato a governador de partido de esquerda. Uma afronta à democracia, perfazendo uma verdadeira suruba eleitoral, acreditem ou não, aconteceu de verdade.

4- Briga pelo financiamento público: sim, meus caros. houve muitas brigas de alguns candidatos pela distribuição do financiamento público de campanha, que em alguns lugares, segundo alguns candidatos, foi repartido de maneira injusta ou até em alguns casos, nem foi repartido.

Apesar da polarização comum nas eleições entre extrema-direita e esquerda, o Brasil vive um clima de guerra anunciada, caso um ou outro vença as eleições. Os brasileiros precisam exercer a cidadania de forma civilizada e conforme manda uma República democrática de Direito, reconhecer a vitoria de quem quer que seja.

Entretanto, para a extrema-direita já existe um indício iminente de fraude, o que é perigoso para os fanáticos apoiadores do candidato radical e coloca em dúvida precocemente e sem motivo aparente a lisura do processo coordenado pelo Tribunal Superior Eleitoral – TSE.

Os brasileiros não podem transformar o processo eleitoral legítimo da democracia numa batalha medieval de classes sociais, da qual o preço da vitória seja a custa do sangue de bárbaros de qualquer um dos lados.

Esqueçamos as promessas não ou mal cumpridas. Olhemos para o futuro com olhos os sábios dos apoiadores dos direitos civis conquistados a duras penas durante a ditadura, mas também com os olhos de quem apóia a luta e o combate da corrupção.

O Brasil não precisa de salvadores da pátria, precisa sim de uma integração como nunca houve dos 3 poderes da República, em prol do desenvolvimento político-econômico-Social.

Nenhum presidente governa sozinho sem o apoio ou a crítica do Congresso Nacional. Por outro lado, a Justiça também precisa fazer a sua parte, não pautando a política, mas sim ajudando-a, destravando questões importantes.

Todos sabem os objetivos da Lava Jato e as conseqüências que ela trouxe para a paralisação da industria da construção civil, entre outras, que agravou a maior crise da história do Brasil.

Todos sabem porque Dilma foi impedida de governar e porque acreditaram que Temer seria o salvador que decepcionou.

Não poderia deixar de dizer que todos sabem porque Lula foi preso e impedido de governar. Mas muitos não sabem é que o futuro do País está no voto consciente e não no voto ao menos pior ou ao candidato que vai resolver tudo com autoritarismo e violência.

Que todos nós brasileiros possamos fazer uma eleição digna, com paz, e que a democracia vença o fascismo e a violência. Que Deus tenha piedade do Brasil e conceda a vitória para o candidato merecedor de verdade e que este candidato com ajuda do Congresso, da justiça e do povo, possa efetivamente tirar o País desse limbo.

Uma boa e democrática eleição a todos.

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