Os amores urbanos

A urbanidade aqui representa o hoje, as angústias e aflições românticas da contemporaneidade. Representa o amor do smartphone, da rede social, do bar, do karaokê, da roda de samba e da balada

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E eu começo falando de amor.

Poderia ficar horas justificando esse amplo tema que vai morar agora nesse espaço do jornal.

Mas tentarei ser concisa como num quase-twitter (em se tratando da vastidão do tema, né?):

O amor é a linha que costura toda e qualquer relação humana. A falta dele também.

Ele tem diversas feições. É amplo, infinito.

Pode se desdobrar e se dividir.

Ele alerta e cega, acorda e faz dormir. É divino e diabólico. Uno e dual.

Amores em casa, no trabalho, na praia, no clube, na cama, no avião, na calçada, no trânsito, no ventre, no celular.

Amor é energético, seja pelo sexo, pelo discurso, pelo olhar, pelo pensamento afinado ou pela troca. É ele que tá ali nos grandes e pequenos acontecimentos da vida. Porque, mais do que ser um impulso voltado pra fora, pra outro, ele é combustível gerado e queimado pela gente mesmo. Ele é responsável por um dos maiores sonhos de consumo de todos os tempos - a felicidade imediata. Engana-se quem pensa em dinheiro ou poder.

Platão, filósofo grego, não me deixa mentir: ele disse que o amor é a busca do todo e que só com ele a gente se realiza plenamente.

Ele sacou isso tudo há muito tempo atrás.

E até hoje buscamos nos entender, nos relacionar, nos apaixonar e funcionar em conjunto. Mesmo sozinhos, precisamos do amor. Não existimos plenamente sem amor próprio.

Por que urbanos?

Porque vivemos essa trança de relações cruzadas, agendadas, engarrafadas, conectadas.

A urbanidade aqui representa o hoje, as angústias e aflições românticas da contemporaneidade. Representa o amor do smartphone, da rede social, do bar, do karaokê, da roda de samba e da balada.

É o que acontece nas famílias modernas ou tradicionais, nas grandes corporações ou nas startups, nos casais homo ou héteros, nas diferentes classes, cores, costumes e vizinhanças.

Parecem ser muitos, de muitos tipos. Mas no fundo, no fundo, os amores urbanos são todos meio parecidos.

Por que?

Porque, recorrendo ao meu ídolo hipster, Platão, todos querem a mesma coisa no final das contas - querem ser plenos e realizados, querem achar o todo.

E eu, como não fujo à regra, venho aqui compartilhar essa busca com vocês.

Crônica de abertura da coluna Amores Urbanos exclusiva no jornal O DIA no Rio de Janeiro

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