Os incorrigíveis bolsonaristas do zap



O amigo posta no grupo do zap uma coleção de cards produzidos pela Secom, pasta de governo transmutada em aparelho de comunicação bolsonarista. São peças a comemorar dados aparentemente animadores da economia. Na verdade, são números insignificantes ou descontextualizados. E o amigo subscreve: “Ano que vem o Brasil vai bombar”. Deu pena.

Na essência, o que se produz na Secom e aquilo que emana do shadow cabinet bolsonarista, o famigerado gabinete do ódio, não diferem, mas destinam-se a eleitores de Jair com algumas diferenças entre si. No grupo do zap convivem os dois tipos.

O bolsonarista que consome o lixo da Secom tem ressalvas quanto ao comportamento pessoal do presidente. Enxerga-o como um político bem intencionado mas intempestivo, um tanto desbocado. 

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Esse direitista ingênuo acha que, às vezes, as palavras do presidente prejudicam as “reformas” que o ministro Paulo Guedes deseja implantar a bem do Brasil, necessárias para livrar o país da “mentalidade estatizante” que predominou desde priscas eras. Inocente útil, orgulha-se de sua falsa condição de isento. Não entende bem o que são “instituições da República” e diz que o curriculum lattes de Nise Yamaguchi tem de ser respeitado.

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Não contraiu Covid, mas diz conhecer gente que contraiu e curou-se com cloroquina. Cita um médico amigo seu, “excelente profissional”, que prescreve o remédio antimalária para infectados por coronavírus.

O segundo bolsonarista do grupo do zap é um tanto mais caricato. Pela extrema rusticidade, talvez seja menos perigoso. Ele compartilha montagens fotográficas de Lula em situações vexatórias, memes recordando falas infelizes de Dilma Rousseff e até “denúncias” contra os filhos do presidente – do presidente Lula, é claro.

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Esse mito da desinformação pensa que os militares é que podem acabar com a corrupção no país. Ele não sabe que os militares já são governo. Gostava de Sérgio Moro e não entendeu direito por que o ex-juiz saiu do governo. Nem tentou entender.

O amigo mais imbecilizado do zap, que não usa máscara e não foi contaminado, vive a tentar organizar uma festa com os integrantes do grupo, nem todos ainda vacinados. Sim, ele já tomou vacina contra Covid mas, por ter sido a Coronavac, nutre sério receio de efeitos colaterais por conspiração biológica chinesa.

Esse ser absolutamente idiotizado apregoa por cards, memes, banners e vídeos (“está filmado, é incontestável”) que pela primeira vez o Brasil permanece dois anos sem escândalos de corrupção no governo, afinal, todas as acusações surgidas até agora contra o presidente, seus filhos e seus ministros “são coisas muito pequenas em comparação com o que acontecia na época do PT”.

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Esse intolerante com a corrupção costuma pagar propina para policiais de trânsito para não ser multado, sonegar impostos “por não ser trouxa” e furar todas as filas nas quais é obrigado a entrar.

O troglodita adora uma roda de samba e não sabe que Aldir Blanc, cujas músicas ele cantarola há 40 anos, na verdade era um agente disseminador do marxismo cultural, como quereria Sérgio Camargo. Meu amigo do zap – amigo, sim – já cantou e tocou (mal) ao violão “O bêbado e a equilibrista” cerca de 2 mil vezes, mas nem imagina do que se trata.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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