País afunda em inflação e fome: é preciso derrubar Bolsonaro

Não dá para esperar por 2023. Avançar em todo a formação de um Bloco Vermelho que se constitua como uma verdadeira frente de luta contra Bolsonaro e todos golpistas e pelas as reivindicações dos explorados

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(Foto: Ricardo Stuckert | Reprodução)
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Por Antônio Carlos Silva, DCO

A cada dia fica mais explícito o agravamento da crise econômica que impulsiona o agravamento da crise política. O País caminha para ter um novo “pibinho”, com crescimento estimado de 0,5%, em 2021, e algo semelhante, no próximo ano. Com ameaça de “apagão” – fruto do retrocesso provocado pela privatização -, crescem as estimativas de recessão.

A inflação já superou a marca de 10% neste ano. A alta dos preços dos alimentos – que consome a maior parte dos salários da imensa maioria dos assalariados – supera este nível em cerca de 50%. Alguns produtos, como a carne subiram mais de 30%  em 12 meses e, literalmente, desapareceram da mesa da maioria da população.

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Não se trata simplesmente de um problema de índices, mas da vida e da morte de milhões. A manutenção do atual regime político e da sua política de expropriação sem limites do povo trabalhador em favor de um reduzido grupo de grandes capitalistas vai intensificar o genocido em curso. Por isso mesmo, é impossível colocar a luta pelo “fora Bolsonaro” em compasso de espera, aguardando as eleições previstas para 2022 e a possível posse de um governo da esquerda no começo de 2023.

A própria realização das eleições e a vitória da esquerda dependem da mobilização do povo nas ruas, algo que não se pode adiar nem por um dia. Nestas condições, a luta para derrubar o governo Bolsonaro não reside na costura de uma aliança eleitoral, na campanha para 2022, é um problema de sobrevivência. O povo mobilizado precisa derrotar a direita e partir para uma ofensiva, para defender suas condições de vida e para expropriar a burguesia na defesa de seus interesses, como obter a recomposição dos salários diante da inflação, impedir entrega do País, como no caso das privatizações (Correios, Eletrobrás, Petrobrás etc.) e parar as reformas (como a famigerada PEC 32 de Bolsonaro ou o PLC 26 de Doria). É preciso impor pela força da mobilização popular uma drástica redução nos preços dos combustíveis e dos alimentos, estabelecendo o controle das exportações e colocando acima de tudo os interesses populares, ou a direita vai impor sua política e um retrocesso ainda maior, mesmo que “tudo fique ainda pior”, como indicou Bolsonaro.

A direita lança mão de sua tradicional manobra para tentar conter a mobilização dos trabalhadores e da juventude, infiltrando seus representantes nos atos da esquerda e quer impedir que eles expressem a revolta popular, a luta pelos interesses dos trabalhadores e a defesa da candidatura de Lula.

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As mobilizações dos últimos meses, que foram ficando cada vez mais vermelhas e enfrentaram, com algum sucesso, estão no alvo da escória direitista. A sabotagem dos setores da esquerda pequeno-burguesa (PCdoB, PSOL e setores do PT) que não medem esforços para se juntar com a direita inimiga do povo, até mesmo passar pela vergonha de saírem às ruas com elementos fascistas, é clara: querem que as vítimas aplaudam e se confraternizem com seus carrascos. Não há saída possível para atender os interesses da esmagadora maioria do povo pobre e oprimido em uma aliança com os “pais” de Bolsonaro e com aqueles que – junto com os bolsonaristas – estão aprovando tudo contra o povo no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas e etc.

Usando de pesada campanha do Partido da Imprensa Golpista (PIG), lançaram-se a acusar  como criminosos os que rejeitam a unidade com seus algozes para apoiar seus carrascos. E partiram para a terceira etapa dos ataques, pressionando ainda mais para que a esquerda se juntasse com a direita como única forma de salvação, é claro, da própria direita em crise e dos interesses que representa.

Reafirmamos a necessidade da unidade da esquerda, das organizações de luta dos trabalhadores, para mobilizar a única força capaz de derrubar Bolsonaro e deter a ofensiva geral da direita: a força da mobilização nas ruas, da classe operária e de suas organizações de luta.

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No meio dessa situação, a mobilização da esquerda e dos setores classistas para os atos indicaram – uma vez mais – a possibilidade de fortalecer o Bloco Vermelho, com o ativismo classista do PCO, da CUT, do PT e de toda a esquerda.

Para tanto, é preciso levantar as reivindicações, com um programa próprio dos trabalhadores diante da crise (como a defesa dos salários diante da inflação que apresentamos nesta edição) e lutar pela candidatura que a direita quer ocultar e, uma vez mais, fraudar: Lula presidente, por um governo dos trabalhadores. A candidatura que pode unificar e mobilizar milhões contra o regime golpista.

Como afirma o Manifesto do Bloco Vermelho que nós do PCO, junto com muitos outros companheiros, publicamos nesta semana para ser distribuído em todo o País para os atos do dia 2: “Chamamos todos os companheiros, militantes, ativistas e organizações a repudiarem a tentativa de impor a presença dos inimigos do povo na mobilização. Essa política é contra os interesses dos trabalhadores e de todo o povo“.

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É preciso avançar em todo o País na formação de um Bloco Vermelho que se constitua como uma verdadeira frente de luta contra Bolsonaro, contra o golpe e que coloque em evidência todas as reivindicações dos trabalhadores.

Fora Bolsonaro e todos os golpistas! Nada de direita nos atos.

Lula presidente, por um governo dos trabalhadores!

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