Palocci é o delator coringa

Bastou a coisa apertar para o lado da Lava Jato que o Ministério Público Federal coloca Antonio Palocci no pau-de-arara e vaza alguma delação bombástica para O Globo.

(Foto: Esq.: Adriano Machado - Reuters)

Bastou a coisa apertar para o lado da Lava Jato que o Ministério Público Federal coloca Antonio Palocci no pau-de-arara e vaza alguma delação bombástica para O Globo. 

É tão previsível quanto trágico.  

Palocci foi transformado em um delator profissional que, a cada ciclo de desgaste da Lava Jato, é obrigado a se prestar ao papel de dedo-duro, sempre dentro do mesmo modus operandi: acusações contra o PT, Lula e Dilma e ZERO de provas.  

Até os sites de extrema direita cansaram dele. Antes, a cada anúncio das delações de Palocci, anunciava-se, também, o fim do mundo para a esquerda. Extinção total. Fim da linha.  

Palocci, homem forte da economia nos governos do PT, era uma bomba ambulante, aquele que traria das entranhas do petismo todas as revelações, todos os pecados.  

Mas não era, nunca foi uma bomba. Sempre foi um traque.  

Em troca de uma liberdade vigiada, humilhante, negociada a partir de uma traição vil, Antonio Palocci virou uma sombra desprezível, uma caricatura triste, cansada, um resto de homem que, no fundo, anseia em desaparecer.

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