Papai Noel existe para Cunha e promotor, mas e para Maluf?

"Papai Noel existe", disse Blat após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, que determinou o cumprimento da pena de sete anos, 9 meses e 10 dias a que foi condenado o deputado federal pelo PP. Agora, certamente Maluf não acredita na existência de Papai Noel

Member of Brazil's Lower House of Congress Paulo Maluf listen to the debate over the impeachment of President Dilma Rousseff, before the voting in Brasilia, Brazil April 17, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino
Member of Brazil's Lower House of Congress Paulo Maluf listen to the debate over the impeachment of President Dilma Rousseff, before the voting in Brasilia, Brazil April 17, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Voney Malta)

São três casos completamente diferentes, mas que mostram como o país está esfacelado do ponto de vista de valores. Mas o fato é que o simbólico Papai Noel existe, aponta saídas que significam presentes para figuras execráveis da política nacional, dependendo por qual ângulo a gente avalia os casos.

Preso em Curitiba, o famoso ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sabe que além dos amigos e aliados que tem no comando do governo federal precisa manter a sua individual força política. Como não há como ser candidato, teve uma ideia, digamos, genial.

Por isso acredito que a solução que surgiu em sua mente brilhante caiu-lhe como um presente de Papai Noel – suspeito que Eduardo Cunha, por ser um homem religioso, crê nessas questões divinas, abençoadas.

Pois bem, o ex-deputado pelo Rio de Janeiro decidiu que precisa ter alguém do seu sangue em Brasília para representá-lo na Câmara dos Deputados. A pessoa escolhida foi a sua bela e jovem filha, Danielle Ditz da Cunha. Como geralmente fazem os caciques políticos de Norte a Sul, negócios de família devem ser comandados por alguém do mesmo sangue.

Papai Noel também existe para o promotor do Ministério Público de São Paulo, José Carlos Blat, um dos responsáveis pelas investigações sobre o ex-prefeito Paulo Maluf. "Papai Noel existe", disse Blat após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, que determinou o cumprimento da pena de sete anos, 9 meses e 10 dias a que foi condenado o deputado federal pelo PP.

Agora, certamente Maluf não acredita na existência de Papai Noel. Assim vai vivendo no imaginário popular o bom velhinho que, ora há quem acredite em sua existência, ora há quem duvide, além daqueles que simplesmente não se importam, com exceção do comércio que comemora e apregoa a sua existência para faturar mais.

De qualquer forma, daqui deixo o "Feliz Natal e Próspero Ano Novo para Cunha e Maluf", estejam (presos) onde estiverem

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