Para os 74 anos do eterno Presidente Lula

Nesse domingo, corre no mundo a bandeira do Lula Livre. Todos queremos a sua liberdade, porque com ele estamos encarcerados. E gritamos em várias línguas: parabéns, parabéns, eterno presidente do Brasil

(Foto: Stuckert)

Nesse domingo, haverá festa coletiva na Europa, Estados Unidos e toda América Latina. A razão não é pequena: festejar o aniversário e reivindicar uma vida em liberdade para Lula, que amarga odioso cárcere de perseguição contra o povo do Brasil. 

Repito o que publiquei há dois anos. 

Milhares, milhões de mensagens vão chegar para o presidente Lula no dia do seu aniversário. Tantas e justas mensagens. 

Aqui do meu canto, sem ter mais o que dizer além de que o Brasil ama Lula, que os brasileiros o desejam como a um irmão, como a um guerreiro que não dá trégua, como a um lutador sem descanso, com um afeto imortal. Incapaz de não repetir, de não mencionar a sua obra de inclusão e de esperança que fez chegar aos marginalizados de sempre, hoje eu gostaria de ser um pouquinho só original. Mas não consigo. Então, por ausência absoluta de originalidade, recorto um trecho do que escrevi para o dia em que Lula foi ao bairro de Água Fria, no Recife, e viu a gente do bairro central da minha infância. Num trechinho do registro da sua passagem, anotei:

Súbito há um estouro, não de fogos nem de boiada. Há um rumor que cresce, que se torna incontrolável, que mais lembra um orgasmo coletivo, sofrido, querido e esperado. É Lula! É Lula! Todos gritam. Os berros se fazem ouvir mais alto, ensurdecedores. Mulheres, meninos, homens chamam a atenção do Presidente, querem chamá-lo, e ele não sabe para que lado se dirija. Na hora, uma ideia tenebrosa me ocorre: se caísse um raio aqui, neste exato instante, todos morreriam felizes. Mas essa ideia não atinge palavras. Lula vem para o nosso lado. É ele. A minha fotógrafa se esquece em absoluto de mim, o repórter, e avança para o círculo estreito onde todos lhe querem tocar a mão. Aos gritos. Aos prantos. Aos empurrões.

A última vez em que vi algo semelhante em Água Fria foi em 1965, no último dia de carnaval. Tocou Vassourinhas e não havia força que contivesse o gozo da multidão em fúria. Agora sem frevo, sem orquestra, desta vez a multidão delira como se estivesse diante de um astro pop. O presidente passa a ideia de um santo, porque tem poderes para ajudar os que padecem, e de fascínio, porque mostra como um homem do povo consegue ser importante. Por isso as mulheres gritam, “Lula, meu lindo!”, por isso os homens apertam-lhe a mão, com força e calor, por isso os meninos levantam a cabeça, todos os meninos pobres levantam a cabeça. Então eu percebo que os periféricos não se embriagam somente de álcool e frevo. De Lula também se embriaga a gente”.

Nesse domingo, corre no mundo a bandeira do Lula Livre. Todos queremos a sua liberdade, porque com ele estamos encarcerados. E gritamos em várias línguas: parabéns, parabéns, eterno presidente do Brasil. 

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