Para os que confiam e acreditam no Supremo

"Não custa nada lembrar alguns fatos abençoados pela mais alta corte da 'justiça' de nosso país", escreve o cientista político e professor Robson Sávio, depois do julgamento que caminha para liberar a prisão do ex-presidente Lula; ele lembra que "o STF conviveu pacificamente com o golpe militar de 1964"; "Em 1999, mandou soltar o banqueiro Salvatore Cacciola"; "Em 2016, o Supremo assistiu um juizeco de piso grampear a presidenta e divulgar o áudio na #Globogolpista e se curvou à ilegalidade" e conclui: "hoje, a justiça brasileira está mais na condição de ser sentenciada do que proferir sentenças"

"Não custa nada lembrar alguns fatos abençoados pela mais alta corte da 'justiça' de nosso país", escreve o cientista político e professor Robson Sávio, depois do julgamento que caminha para liberar a prisão do ex-presidente Lula; ele lembra que "o STF conviveu pacificamente com o golpe militar de 1964"; "Em 1999, mandou soltar o banqueiro Salvatore Cacciola"; "Em 2016, o Supremo assistiu um juizeco de piso grampear a presidenta e divulgar o áudio na #Globogolpista e se curvou à ilegalidade" e conclui: "hoje, a justiça brasileira está mais na condição de ser sentenciada do que proferir sentenças"
"Não custa nada lembrar alguns fatos abençoados pela mais alta corte da 'justiça' de nosso país", escreve o cientista político e professor Robson Sávio, depois do julgamento que caminha para liberar a prisão do ex-presidente Lula; ele lembra que "o STF conviveu pacificamente com o golpe militar de 1964"; "Em 1999, mandou soltar o banqueiro Salvatore Cacciola"; "Em 2016, o Supremo assistiu um juizeco de piso grampear a presidenta e divulgar o áudio na #Globogolpista e se curvou à ilegalidade" e conclui: "hoje, a justiça brasileira está mais na condição de ser sentenciada do que proferir sentenças" (Foto: Robson Sávio Reis Souza)

O tribunal a serviço da Casa Grande e não da Constituição, não custa nada lembrar alguns fatos abençoados pela mais alta corte da "justiça" de nosso país:

- em 1936, o STF negou habeas corpus a Olga Benario Prestes, permitindo que ela fosse deportada para a Alemanha nazista, onde viria a ser assassinada;
- em 1967, negou o pedido de extradição do carrasco Franz Paul Stangl para ser julgado na Polônia;
- em 1946, desconheceu o recurso contra a cassação do registro do Partido Comunista do Brasil e o PCB foi fechado em plena democracia;
- em 1947, negou recurso contra a cassação dos mandatos dos parlamentares do PCB, permitindo a anulação dos direitos políticos de Luiz Carlos Prestes, Jorge Amado, Carlos Marighella, entre outros.

O STF conviveu pacificamente com o golpe militar de 1964;

- Também, em 1964 mandou emissário para parabenizar Magalhães Pinto pelo movimento golpista.
- foi conivente ao AI 5, em 1968;
- em 1971, sancionou o decreto 1.077/70, que estabelecia a censura prévia;
- ratificou a malfadada lei da anistia;
- aceitou e abençoou o confisco da poupança por Collor, em 1990.

Em 1999, mandou soltar o banqueiro Salvatore Cacciola;

- em 2008, libertou o banqueiro Daniel Dantas;
- em 2011, libertou o médico estuprador Roger Abdelmassih. (Enquanto isso, nossas prisões estão abarrotadas, com quase a metade dos possíveis infratores sem uma sentença definitiva).

Em 2016, o Supremo assistiu um juizeco de piso grampear a presidenta e divulgar o áudio na #Globogolpista e se curvou à ilegalidade.

E para terminar essa pequena lista de proezas, a mais alta corte a justiça, vergonhosamente, dormiu em berço esplêndido enquanto uma quadrilha, uma imensa organização criminosa (segundo Joesley), arquitetava, consolidava e impunha um golpe em 2016.

Hoje, a justiça brasileira está mais na condição de ser sentenciada do que proferir sentenças.

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