Para que o ano novo seja feliz!

Para o futuro precisamos de luz, e, como o disse Jesus, se a luz que houver for trevas, quão densa será essa escuridão. Para que 2020 seja novo temos de repudiar, no Brasil, essa caixa de Pandora que vem do nosso passado e denunciar os que tentam reabri-la

Prefeito de Recife suspende licitação dos fogos do Carnaval
Prefeito de Recife suspende licitação dos fogos do Carnaval (Foto: Shutterstock)
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Entramos no vigésimo ano do terceiro milênio da era cristã.

Se olhamos para a tecnologia com os seus avanços, somos tomados pelo deslumbre, pela impressão que vamos para o inimaginável, para o que, em outros tempos, seria tido como impossível.

Se, porém, olhamos para a sociedade humana, especialmente, a que ora vive no Brasil, o escândalo toma conta de nós.

Parece que, em vez de avançar, entramos no túnel do tempo:

Assistimos ao retorno dos ecos da tirania; do escravismo; do integralismo; da apologia à tortura; do nazismo; da inquisição religiosa; do capitalismo selvagem; do determinismo racial; da desigualdade social, justificada por uma meritocracia desonesta, que não passa de trapaça histórica.

A angústia é que isso é evocado com o objetivo de enterrar o futuro. 

A começar pelo impeachment de 2016, sofremos um golpe que, desde então, tenta matar o nosso futuro.

O ataque ao prédio onde fica a produtora responsável pela criação dos vídeos do grupo de palhaços chamado de Porta dos Fundos, denota o retorno da barbárie como “modus operandi”, que é a marca desses movimentos, cuja volta está sendo anunciada.

Esse ataque só pode ser classificado como ataque terrorista, e não importa qual seja a motivação, não pode ser explicado e, muito menos, justificado.

Esse ataque é a marca registrada desses movimentos que compõem esse pacote de fantasmas, e deve ser investigado e os responsáveis têm de ser detidos na forma da lei.

Todos temos de repudiar tais movimentos e tais atos, e temos de faze-lo para salvar o amanhã, porque é anacrônico e estúpido querer o passado no futuro!

Por falar em terrorismo, assistimos ao assassinato do general iraniano Qasem Soleimani, por ordem do Presidente dos Estados Unidos, que justificou o assassínio dizendo que o matou porque ele ia matar.

Isto é terrorismo de Estado.

O presidente estadunidense assumiu o argumento do filme Minority Report, onde se detinha um pretenso criminoso, impedindo-o de realizar um crime que, de fato, não se sabia se ele ia ou não, realizar.

Por falar em irresponsabilidade criminosa, assistimos, em 2019, a Amazônia arder em chamas, e acordamos em 2020 em meio às chamas que devoram a floresta australiana.

São as chamas das trevas do descaso e da maldade de um sistema politico-econômico para o qual a vida virou coisa que vale se der lucro.

Para o futuro precisamos de luz, e, como o disse Jesus, se a luz que houver for trevas, quão densa será essa escuridão.

Para que 2020 seja novo temos de repudiar, no Brasil, essa caixa de Pandora que vem do nosso passado e denunciar os que tentam reabri-la.

E temos, em relação à geopolítica internacional, de denunciar e de rejeitar os movimentos dos Estados Unidos para desestabilizar o mundo, e que ameaça a todos com o fantasma da guerra mundial.

Temos de trabalhar para que haja vida copiosa e transbordante como preconizou Jesus de Nazaré, com justiça social e plena liberdade democrática, e de opinião, e de expressão, mesmo diante do burlesco e do desrespeitoso; e para que haja respeito entre as Nações, pelo fim dos embargos, das ameaças e do terrorismo de Estado.

É para frente que se anda… na busca por um feliz 2020!

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