Pau nos fascistas

Ser de esquerda não significa ser bonzinho e aceitar todo tipo de agressão vinda da direita. A agressão física tem que ser evitada ao máximo, mas se acontecer, não pode ser monopólio da direita, que, vez ou outra, usa desse tipo de atitude baixa para intimidar a esquerda

O colunista de folhetim Augusto Nunes agrediu covardemente, durante um programa de rádio, o respeitado jornalista Glenn Greenwald. Aliás, a covardia já tinha partido nas declarações que ele havia feito sobre os filhos de Glenn com o David Miranda. Por sorte, Glenn não “virou a outra face” e revidou, como pode, a agressão do fascista.

Ser de esquerda não significa ser bonzinho e aceitar todo tipo de agressão vinda da direita. A agressão física tem que ser evitada ao máximo, mas se acontecer, não pode ser monopólio da direita, que, vez ou outra, usa desse tipo de atitude baixa para intimidar a esquerda. E o pior, funciona.

Infelizmente, já vi, muitas vezes, a esquerda intimidada, quieta, aceitando agressões que não devem ser admitidas de forma alguma. A autoestima da esquerda anda tão baixa, que sofrer agressões covardes virou um tipo de rotina bizarra.

Há quem pense que ser de esquerda significa ser bonzinho e isso significaria deixar a violência como artifício exclusivo da direita. Não é. Fascismo não é algo a ser dialogado e sim combatido.

Não estou aqui, absolutamente, defendendo agressão física como forma exclusiva de “diálogo”, nesse país polarizado e perigoso. Mas tudo tem limite. A agressão de Augusto Nunes também foi homofóbica, deu para sentir no discurso que a precedeu. Inadmissível em todos os aspectos.

Homossexual tem que apanhar calado? Esquerdista tem que apanhar calado? De forma alguma. Ninguém tem que apanhar calado. Aliás, ninguém tem que sofrer violência por ideologia, trabalho, gênero e orientação sexual. Se um fascista te agredir, revide. Se não puder, denuncie. Chega de covardia e de agressão gratuita sem resposta. Obrigado, Glenn.

Ao vivo na TV 247 Youtube 247