Paulo Skaf não aprendeu com a história

"Em apenas um ano no poder, Bolsonaro, um fascista sem a cultura de Mussolini, mas tão hostil e desprezível quanto ele, produziu luto e miséria e nenhuma esperança de prosperidade nem para a população mais pobre nem para a indústria paulista, da qual Skaf deveria ser o principal defensor", escreve o colunista Alex Solnik

Jair Bolsonaro cumprimenta Paulo Skaf, Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).
Jair Bolsonaro cumprimenta Paulo Skaf, Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). (Foto: Anderson Riedel/PR)
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Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia - Ao ver que o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, está mergulhando de cabeça no bolsonarismo, financiando, inclusive, escolas militarizadas em São Paulo, não entendo como é que um cidadão  supostamente escolarizado como ele não aprendeu com a história, cometendo o mesmo erro dos industriais italianos de 1922.

Há 98 anos, o fascismo chegou ao poder na Itália, com apoio do rei e da elite econômica, com o objetivo de evitar a ascensão do comunismo e a promessa de trazer paz e prosperidade.

Em vez disso, os fascistas de Benito Mussolini inspiraram o nazismo na Alemanha e o franquismo na Espanha e fomentaram a Segunda Guerra Mundial, que deixou um saldo de 60 milhões de mortos e destruiu grande parte da Europa, inclusive a Itália, a Espanha e a Alemanha, trazendo luto e miséria.

E – ironia do destino – foram derrotados pelos comunistas de Stálin e pelos capitalistas de Roosevelt e Churchill. Mussolini e seus cúmplices terminaram seus dias pendurados de cabeça para baixo num poste.

O bolsonarismo, um simulacro do fascismo, ascendeu com o propósito de interromper a continuidade do petismo, confundido, proposital e erradamente, com o comunismo.

Em apenas um ano no poder, Bolsonaro, um fascista sem a cultura de Mussolini, mas tão hostil e desprezível quanto ele, produziu luto e miséria e nenhuma esperança de prosperidade nem para a população mais pobre nem para a indústria paulista, da qual Skaf deveria ser o principal defensor.

Ao contrário, está destruindo a economia, a cultura e a alma brasileiras.

 Paulo Skaf não aprendeu com a história.  

 E a história costuma cobrar seu preço.

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