Pesquisa indica eleitorado petista dividido entre Boulos, Marta e Tatto

"A permanecer o quadro atual o grande perdedor da eleição poderá ser o PT, se, de fato, seus eleitores se dividirem entre Boulos, Marta e Tatto", diz Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia. "A pontuação surpreendente" do líder do MTST, afirma o colunista, "mostra que uma grande faixa do eleitorado petista já está com ele"

Guilherme Boulos, Marta Suplicy e Jilmar Tatto
Guilherme Boulos, Marta Suplicy e Jilmar Tatto (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Reprodução/Facebook)
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Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia

A primeira pesquisa para prefeito de São Paulo, divulgada dia 17 de julho pelo Instituto Ideia Big Data aponta o atual prefeito, Bruno Covas (PSDB) em primeiro, com 30%; Márcio França (PSB-PDT) em segundo, com 16%; Guilherme Boulos (PSOL) em terceiro, com 11% ; Marta Suplicy (SD) em quarto, com 9%; Joice Hasselman (PSL) com 3%; Andrea Matarazzo (PSD), 2% e Jilmar Tatto (PT) 1%.

Embora seja a primeira pesquisa ela já indica algumas tendências. Nada boas para o campo progressista.

Levando-se em conta os resultados das eleições desde 1989, 30% do eleitorado nacional, tal como o paulista vota na direita e centro direita; 30% na esquerda e centro-esquerda e os outros 30% oscilam entre um grupo e outro, ou anulam, ou votam em branco ou se abstêm de votar.

Temos, então, que o eleitorado conservador paulistano já escolheu seu candidato - Bruno Covas – dando-lhe os 30% que o levam ao segundo turno, enquanto os candidatos da esquerda à centro-esquerda brigam entre si pelos outros 30%.

O eleitorado de Covas compõe-se, claramente, por tucanos e bolsonaristas, pois a candidata do PSL brigou com Bolsonaro e será cristianizada.

A pontuação surpreendente de Boulos mostra que uma grande faixa do eleitorado petista já está com ele, independentemente do debate interno do partido entre continuar com Tatto ou apoiar Boulos oficialmente, porque o PSOL não tem 11% do eleitorado de São Paulo.

Assim como há eleitores petistas na pontuação da Marta, ex-PT, pois o Solidariedade não tem 9% do eleitorado paulista.

Claro que se trata de tendência, e não de uma previsão, mas a permanecer o quadro atual o grande perdedor da eleição poderá ser o PT, se, de fato, seus eleitores se dividirem entre Boulos, Marta e Tatto.

Um PT unido pode ganhar, como já ganhou, mas dividido em três fica difícil.

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