Pesquisa: Renan, Collor, Biu, Toledo, Nonô, Tavares, Heloísa e Mário

A pesquisa do Ibope para o governo de Alagoas e Senado Federal apresenta situações reveladoras e o início de candidaturas que estão sendo solidificadas pra melhor ou pra pior

A pesquisa do Ibope para o governo de Alagoas e Senado Federal apresenta situações reveladoras e o início de candidaturas que estão sendo solidificadas pra melhor ou pra pior. Por outro lado, há também aquelas que tendem a não crescer ou a perder força, claramente.

A possibilidade de vitória de Renan Filho no primeiro turno (35% das intenções), somada ao fato de ter o menor índice de rejeição entre todos os candidatos, revela que a Frente de Oposição conquistou musculatura e identidade com as ruas.

Renan tem demonstrado desenvoltura política ao fazer críticas pontuais ao governo Vilela. Quando a pesquisa aponta que ele tem o menor índice de rejeição (26%), significa que está também adiante no ponto fundamental de uma eleição que é, claro, o índice de rejeição.

E como são candidaturas casadas, governo e senado, o fato de o senador Fernando Collor também liderar (37%) contribui para o fortalecimento das candidaturas do Frentão, e vice versa.

Ainda mais quando essa liderança ocorre inclusive no que se supunha que seria a base eleitoral da vereadora Heloísa Helena, Maceió. Com 27% das intenções de voto para o senado, a vereadora terá imensas dificuldades de crescimento.

Com pouco tempo de TV, sem alianças políticas e com um discurso de oposição ao ex-presidente Lula e a Dilma Rousseff, tende a não crescer. A pesquisa mostra que Dilma influenciaria 44% do eleitorado. Já 52% disseram que tenderiam a votar num candidato indicado por Lula.

Outro problema é o seu candidato a governador, Mário Agra. Ele tem 2% de intenção de voto e a segunda maior rejeição, 32%. Se não contaminar Heloísa Helena, em nada vai contribuir com perspectiva de crescimento da candidatura da ex-senadora. Além do mais, ela não construiu um discurso de oposição ao governo alagoano

O senador Biu de Lira, segundo colocado com 25%, está completamente contaminado com o maior índice de rejeição (33%). Gravíssimo problema. Ele não deverá ter o apoio da máquina do governo, com quem está identificado – talvez por isso a maior rejeição – e não terá o apoio nem o discurso favorável a Dilma e Lula, seus ex-amores.

Some-se a isso o fato de o seu candidato a senador, Alexandre Toledo (6%), último colocado na pesquisa, também carimbado como governista, não ter força eleitoral, embora tenha, como usineiro, recursos para investir na campanha.

Quanto a Eduardo Tavares e o seu provável candidato a senador, Nonô, respectivamente com 4% e 9%, tendem a crescer. Provavelmente vão tirar, por conta da força da máquina governamental, votos do ex-governista Biu de Lira

O problema será defender o governo e se livrar da pecha de continuísta do que vem francamente dando errado em setores essenciais na saúde, educação e segurança.

Ainda vem a Copa do Mundo, o que tira o foco do eleitor para o processo eleitoral. Quem está na frente comemora essa parada. Quem está atrás, não, mas vai ter que esperar.

As apostas não param. Mas está só no começo. Renan e Collor estão com vários corpos de vantagem.

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