Pessoas como Schneider não podem ser reféns de gente como Kim e Hollyday

O MBL foi para cima do secretário de Educação de Doria atacando-o da forma mais vil. Fazendo montagens sacanas, tornando-o um inimigo apenas porque ele, de forma correta, questionou a atitude do vereador Fernando Hollyday (DEM), que está visitando escolas para constranger professores e funcionários e difundir o projeto Escola sem Partido, que nada mais é que um cala-boca pedagógico. O fim da liberdade na educação

O MBL foi para cima do secretário de Educação de Doria atacando-o da forma mais vil. Fazendo montagens sacanas, tornando-o um inimigo apenas porque ele, de forma correta, questionou a atitude do vereador Fernando Hollyday (DEM), que está visitando escolas para constranger professores e funcionários e difundir o projeto Escola sem Partido, que nada mais é que um cala-boca pedagógico. O fim da liberdade na educação
O MBL foi para cima do secretário de Educação de Doria atacando-o da forma mais vil. Fazendo montagens sacanas, tornando-o um inimigo apenas porque ele, de forma correta, questionou a atitude do vereador Fernando Hollyday (DEM), que está visitando escolas para constranger professores e funcionários e difundir o projeto Escola sem Partido, que nada mais é que um cala-boca pedagógico. O fim da liberdade na educação (Foto: Renato Rovai)

Alexandre Schneider foi secretário de Educação de Kassab e candidato a vice de Serra para a prefeitura de São Paulo em 2012. Convenhamos, a despeito de ele ser um cara de bom trato, isso está longe de ser um currículo apreciável.

Mas por outro lado, a sua gestão à frente da secretaria da Educação nos tempos de Kassab (2006-2012) se não foi um case de sucesso, também não foi um desastre.

Ele conseguiu ter uma boa relação com a comunidade escolar, abriu diálogo com a galera do digital, não promoveu retrocessos pedagógicos e saiu limpo da experiência.

Até por isso há muita gente no campo progressista que tem boa relação com Schneider.

Isso deveria ser uma qualidade apreciada pelo lado no qual ele opera politicamente. Afinal, é sempre bom ter gente que constrói pontes ao invés de ficar perdendo tempo apenas para destruí-las.

Mas não é esse o tempo do hoje. E Schneider sentiu o gosto amargo da ação fascista nos últimos dias. Ação que se tornou a especialidade de boa parte das pessoas que atuam em nome do campo que ele milita.

O MBL foi para cima do secretário de Educação de Doria atacando-o da forma mais vil. Fazendo montagens sacanas, tornando-o um inimigo apenas porque ele, de forma correta, questionou a atitude do vereador Fernando Hollyday (DEM), que está visitando escolas para constranger professores e funcionários e difundir o projeto Escola sem Partido, que nada mais é que um cala-boca pedagógico. O fim da liberdade na educação.

O ato de Schneider foi um sopro de esperança de que há gente do lado de lá que começa a se incomodar com a trogloditização na política. Mas até o momento ao que parece o MBL é quem está ganhando a parada.

João Doria precisa do movimento para manter sua candidatura à presidência da República viva. É o MBL quem está operando ações na rede em defesa de Doria, incluindo o lançamento de uma chapa em que ele seria candidato a presidente e ACM Neto a vice.

Se o prefeito paulistano der um cala boca nos meninos, vai tê-los como adversários. Por isso, Doria amenizou. Disse que ambos os lados cometeram erros e com isso desmoralizou Schneider.

Que erros seu secretário cometeu? O erro de dizer que não admitirá que profissionais da educação sejam desrespeitados no seu local de trabalho? O erro de defender sua secretaria de abutres que só querem se promover? O erro de não aceitar que às custas da educação se promova o fascismo?

Na disputa entre o MBL e Schneider está sendo disputado não só os caminhos do governo Doria. Afinal, se o MBL conseguir derrubar o secretário ficará ainda mais claro que o prefeito paulistano tentará ser o Trump da vez na eleição presidencial de 2018.

Mas também pode estar se definindo para que lado vai o centro político. Afinal, se Schneider for jogado ao mar, não haverá mais esperança para muita gente de que seja possível caminhar com grupos anti-democráticos, do tipo MBL.

E se isso vai ser ruim para o segmento da educação em São Paulo, pode ser bom para a democracia. Pessoas como Schneider não podem ser reféns de Kims e Hollydays.

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